As atividades vulcânicas, não os impactos de asteróides, desempenharam um papel central no passado do planeta Mercúrio para modelar sua superfície, segundo vários estudos de astrônomos americanos, publicados nesta quinta-feira.

A conclusão é baseada na análise de numerosas imagens transmitidas pela sonda americana Messenger durante um vôo muito próximo, no dia 14 de janeiro de 2008, do menor planeta do sistema solar e também o mais próximo do sol.

Isso permitiu revelar a face oculta de Mercúrio; até então, 55% de sua superfície não havia sido jamais observada.

Os astrônomos estimam que Mercúrio conheceu abalos em sua topografia há entre três a quatro bilhões de anos sob o efeito de uma intensa atividade vulcânica como o demosntram espessas camadas de lava em imensas crateras.

"Essas imagens nos dizem que Mercúrio nem sempre foi um planeta inativo", explicou James Head, um cientista da Universidade Brown (Rhode Island, leste), principal autor de um dos onze estudos divulgados na revista americana Science datada de 4 de julho.

"Agora, queremos saber quando e porque Mercúrio cessou de ter atividades vulcânicas", acrescentou.

As origens das numerosas crateras na superfície de Mercúrio, que à primeira vista se parece com a Lua, foram objeto de polêmica após as imagens transmitidas pela sonda Mariner 10, a primeira a se aproximar de Mercúrio durante três vezes, em 1974 e 1975. Messenger foi a segunda.

Numerosos estudiosos pensavam que as crateras haviam sido resultado de impactos de asteróides, não de vulcões.

Os pesquisadores descobriram um grande número de fossas, de dobras geológicas, falésias de várias centenas de quilômetros de comprimento formadas aparentemente pelo movimento de placas tectônicas no início de sua história.

O conjunto dessas características geológicas indicam que a compressão gravitacional de Mercúrio é um terço maior que o estimado anteriormente.

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