Atiradores matam 15 jovens em lava jato no México

Massacre foi o terceiro em menos de uma semana no país; guerra contra o narcotráfico totaliza mais de 28 mil mortos em quatro anos

iG São Paulo |

Um grupo de homens armados assassinou na quarta-feira 15 jovens em um lava a jato no Estado de Nayarit, no oeste do México, informouum porta-voz da Procuradoria. "Os corpos não foram identificados, mas eram todos jovens os que foram mortos no estabelecimento de Tepic", a capital do Estado, disse o porta-voz da Procuradoria.

Segundo testemunhas, entre 8 e 10 homens armados chegaram em três caminhonetes e crivaram de balas as vítimas, que trabalhavam no local e se tratavam e faziam tratamento no centro de desintoxicação Alcance Victoria.

Os centros de reabilitação tornaram-se alvo dos cartéis de narcotraficantes mexicanos, e foram cenário de pelo menos três grandes matanças no último ano. A mais recente aconteceu no domingo em Tijuana, no norte do país, onde foram mortas 13 pessoas , incluindo um americano de origem mexicana e um colombiano apontado como membro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O colombiano foi identificado como Wilson Ramírez Peña, de 42 anos. A idade e o nome coincidem com o de um militante das Farc, mas a Justiça mexicana ainda não confirmou se é a mesma pessoa. A imprensa mexicana, no entanto, informou que Ramírez Peña tem uma longa ficha criminal na Colômbia e é considerado membro de uma frente urbana das Farc.

O americano foi identificado como Jorge Palacios Boya, de 37 anos, nascido em Chicago e de origem mexicana. A justiça mexicana investiga a possibilidade da chacina estar relacionada com a apreensão de 134 toneladas de cocaína na semana passada na região.

O ataque de quarta-feira foi o terceiro massacre em menos de uma semana no México, incluindo a ação contra o centro de reabilitação de Tijuana. Além desses dois atentados, na sexta-feira 15 pessoas foram assassinadas em uma festa em Ciudad Juárez , também na fronteira com os Estados Unidos.

O presidente Felipe Calderón qualificou na quarta-feira os massacres de "intoleráveis atos de barbárie perpetrados por pessoas sem escrúpulos que assassinam jovens". Desde que assumiu, em dezembro de 2006, o líder mexicano lançou uma guerra contra o narcotráfico que deixou 28 mil mortos nos últimos quatro anos.

*Com AFP

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