Autoridades da área de segurança do Iraque revelaram nesta segunda-feira que oito pessoas de uma mesma família foram mortas e algumas delas degoladas em meio a uma onda de violência antecedendo as eleições parlamentares de 7 de março. A família executada na manhã desta segunda-feira seria de muçulmanos xiitas e vivia em uma área de maioria sunita nos arredores da capital iraquiana, Bagdá.

"Atiradores desconhecidos mataram oito membros de uma mesma família, com armas com silenciadores, e então cortaram as cabeças de alguns dos corpos", afirmou um porta-voz do setor de segurança de Bagdá, em uma declaração divulgada nesta segunda-feira.

De acordo com o porta-voz, quatro pessoas foram presas por envolvimento com as mortes, mas não foram fornecidas mais informações.

O Iraque está se preparando para as eleições e há o temor de que a violência sectária aumente ainda mais no país nos próximos dias.

Marca registrada
A decapitação de civis é associada a execuções realizadas por extremistas sunitas ligados à organização Al-Qaeda.

Ainda na segunda-feira, um carro-bomba explodiu em frente ao Ministério de Negócios Internos em Bagdá, matando dois policiais e três civis.

Um atirador matou um policial que gerenciava um posto de fiscalização e um varredor de rua também foi morto em um ataque.

Um outro ataque com morteiros em Bagdá feriu seis pessoas. Este ataque ocorreu na chamada zona verde, uma área de segurança onde ficam prédios oficiais como o Parlamento iraquiano e a embaixada dos Estados Unidos.

Prédios do governo e peregrinos xiitas têm sido alvos frequentes de ataques de ataques nas últimas semanas.

Os Estados Unidos, que ainda mantêm cerca de 100 mil soldados no país, temem que, se a eleição não conseguir credibilidade entre os eleitores sunitas, o país possa voltar à violência sectária.

Os americanos estão preparando a retirada de grandes números de soldados do Iraque até o meio do ano.

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