Atirador finlandês gostava de vídeos sobre Columbine

Matti Juhani Saari, o estudante de 22 anos que realizou o ataque em uma escola na cidade de Kauhajoki, deixou na internet pistas sobre sua personalidade. Ele tinha interesse por computadores, armas, sexo, cerveja e filmes de horror e listava entre seus vídeos favoritos clipes do ataque à escola Columbine, ocorrido no Estado americano do Colorado em 1999 e que deixou 13 mortos.

BBC Brasil |

Saari, que estudava artes e culinária, era conhecido da polícia finlandesa antes da fatídica terça-feira em que decidiu usar suas armas contra seus colegas de escola.

O estudante havia sido interrogado um dia antes, depois de ter colocado vídeos considerados suspeitos no site YouTube.

Os quatro vídeos, com entre 20 e 30 segundos de duração, mostravam um rapaz vestido de preto ou cores escuras disparando uma pistola em seqüências de tiros rápidos em um aparente campo de tiro ao alvo.

"Vocês vão morrer em seguida", diz ele, após os primeiros disparos, aparentando estar confiante e satisfeito consigo mesmo.

Columbine

Os vídeos haviam sido colocados na internet no dia anterior, cinco dias antes do ataque na escola.

Uma mensagem publicada juntamente com o vídeo dizia: "A vida inteira é uma guerra, e a vida inteira é dor. E você vai travar sozinho sua guerra pessoal."
No seu perfil de usuário do YouTube, já tirado do ar, Saari incluiu as palavras: "E repentinamente houve a guerra, e as mães, elas gritaram. Por vingança e por represálias por outra guerra."
Elas aparentemente foram tiradas da canção War, do músico alemão Rudy Ratzinger.

Investigação

A polícia iniciou uma investigação pouco depois de Saari postar seus vídeos. O jovem finlandês foi contatado na segunda-feira e convidado a explicar as imagens.

O estudante tinha uma permissão temporária de posse de armas, emitida em agosto, mas a polícia disse que não tinha "evidências suficientes para revogar a licença de armas", de acordo com a ministra finlandesa do Interior, Anne Holmlund.

"Naturalmente, nós agora investigaremos a operação policial para checar se erros foram cometidos", acrescentou a ministra.

O ataque é aparentemente semelhante ao de novembro de 2007, quando o estudante Pekka-Eric Auvinen, de 18 anos, abriu fogo em sua escola no sul da Finlândia e matou oito pessoas.

Auvinen também havia alertado sobre o ataque em mensagens colocadas no YouTube.

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