Washington, 11 jun (EFE).- Antes de invadir o Museu do Holocausto de Washington e matar um vigilante, o suprematista branco James von Brunn acusou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de ser um produto fabricado pelos judeus, segundo uma nota achada pelo FBI (polícia federal americana) no carro do atirador.

"O Holocausto é uma mentira. Obama foi criado pelos judeus. Fará tudo o que os empresários judeus pedirem. Os judeus se apoderaram do dinheiro dos Estados Unidos e controlam os meios de comunicação. A Primeira Emenda foi suspensa", diz o bilhete.

Von Brunn, que hoje foi formalmente acusado de homicídio pelo FBI e a Polícia local, pode ser condenado à morte. A primeira frase que escreveu no bilhete foi: "Querem minhas armas? É assim que vocês as conseguirão".

Ontem, Von Brunn, de 88 anos, entrou no museu com uma espingarda e atirou contra um segurança negro, que morreu horas depois.

Após os primeiros disparos, vários guardas abriram fogo contra o idoso, que ficou gravemente ferido e continua internado num hospital de Washington.

Várias mensagens publicadas em foros da internet e atribuídas a Von Brunn acusam Obama de não ter um certidão de nascimento válida, denúncia rejeitada pelos tribunais americanos e já refutada com uma cópia autenticada do documento.

Uma das mensagens de Von Brunn, escrita em novembro de 2008, diz: "Não há documentação de Obama, nem históricos, nem papéis, nada.

Isto não é um acidente. Isto está sendo feito com ajuda da mídia, mas para servir a quem e para quê?". EFE llb/sc

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