Washington, 11 jun (EFE).- James von Brunn, o homem de 88 anos cujas visões racistas e sobre a supremacia branca fizeram com que entrasse no Museu do Holocausto de Washington armado e assassinasse um segurança negro e ferisse outra pessoa, foi acusado formalmente hoje da morte do vigia.

O Museu do Holocausto, uma das principais atrações turísticas de Washington, amanheceu hoje fechado, com buquês de rosas e lírios do lado de fora e com as bandeiras a meio mastro em sinal de luto pelo segurança morto, Stephen T. Johns, que tinha 39 anos.

O FBI (Polícia federal americana) e a Polícia local de Washington informaram hoje que o atirador, conhecido em alguns fóruns por seu ódio aos judeus e negros e por negar o Holocausto, foi acusado de homicídio e de cometer um crime com arma de fogo em um edifício do Governo federal.

As duas acusações são punidas com pena de morte, sob a lei federal.

O FBI considera a possibilidade de apresentar acusações por crime racial e contra os direitos civis, segundo confirmou em entrevista coletiva o diretor associado de sua unidade de Washington, Joseph Persichini.

Segundo o relato oficial dos fatos divulgados hoje pela chefe de Polícia do Distrito de Columbia, Cathy Lanier, Von Brunn entrou no museu armado com uma espingarda e disparou contra o segurança, que morreu em decorrência dos ferimentos sofridos.

Imediatamente depois, um ou mais guardas de segurança começaram a atirar contra o idoso, que ficou gravemente ferido e continua internado no hospital universitário George Washington, o mesmo no qual o segurança morreu.

Von Brunn, veterano da Segunda Guerra Mundial, nega o Holocausto e é inimigo declarado de negros e judeus.

Ele ainda não tinha um processo aberto nos arquivos do FBI, mas não era a primeira vez que os agentes ouviam seu nome.

"Sabíamos que é um suprematista branco e conhecíamos os discursos inflamados dele", afirmou Persichini na entrevista em Annapolis, Maryland, localidade na qual o acusado mora.

Von Brunn é autor de um tratado antissemita, "Kill the Best Gentiles" ("Mate os Gentios", em tradução livre), no qual expõe sua teoria de que existe uma conspiração judaica para "destruir os genes brancos".

As autoridades revistaram hoje a residência e o veículo de Von Brunn em Annapolis, e confirmaram que, por enquanto, nada indica que ele tivesse cúmplices. EFE llb/db

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