Atirador anunciou na internet plano de invadir escola, diz polícia

O jovem de 17 anos que invadiu sua antiga escola na Alemanha iniciando uma matança que resultou na morte de 16 pessoas, tinha anunciado seus planos na madrugada anterior em uma sala de bate-papo na internet, segundo as autoridades alemãs. Em uma entrevista coletiva nesta manhã em Winnenden, o ministro do Interior do Estado de Baden-Wurtemberg, Heribert Rech, disse ainda que o jovem, Tim Kretschmer, estava recebendo tratamento psiquiátrico para depressão desde 2008.

BBC Brasil |

Reprodução
Jornal alemão Bild publicou foto de Tim K.
Jornal alemão Bild publicou foto de Tim K.

Segundo o ministro, na sala de bate-papo, por volta das 02h50 na madrugada de terça para quarta-feira, Tim teria dito que "estava com o saco cheio da vida".

"Ninguém sabe do que sou capaz. Tenho armas, vou a minha escola. Mantenha os olhos e ouvidos abertos, lembrem do nome do lugar, Winnenden", disse o jovem, que na manhã seguinte invadiria sua antiga escola na localidade de Winnenden, armado com uma pistola Beretta de calibre 9mm.

Na escola, ela matou 12 pessoas - três professoras e nove alunos. Outra pessoa foi morta na saída da escola e as duas últimas vítimas foram alvejadas em uma loja de automóveis em outra cidade vizinha, Wendlingen.

Segundo as autoridades, o rapaz teria disparado 60 tiros na escola, e 49 tiros até o momento de seu suicídio. A polícia encontrou munição para mais 130 tiros no corpo do rapaz. As razões que levaram Krestchmer a cometer a matança ainda não estão claras, disse a polícia.

A expectativa era de que as autoridades abordassem as especulações de que Tim Kretschmer teria buscado alvejar principalmente mulheres na escola em Winnenden, perto de Stuttgart. Onze - oito alunas e três professoras - de suas doze vítimas na escola eram do sexo feminino.

Reuters
No dia seguinte ao ataque, a escola foi palco de homenagens às vítimas

No dia seguinte ao ataque, escola foi palco de homenagens às vítimas

O caso chocou a Alemanha. A chanceler Angela Merkel chamou o ataque de "incompreensível" e disse que todo o país estava de luto. As bandeiras nesta quinta-feira foram colocadas a meio-mastro na Alemanha.

Centenas de pessoas compareceram a missas na cidade na quarta-feira, em memória das vítimas. Flores foram depositadas em frente à escola.

Segundo as primeiras investigações da polícia, Kretschmer gostava de jogos de computador violentos. A polícia acredita que ele planejava passar mais tempo e matar mais gente no prédio, mas que a chegada imediata dos agentes fez com que o jovem mudasse de ideia.

Autoridades, no entanto afirmam que, aparentemente, Kretschmer não tinha nenhum ressentimento em relação à escola. O jovem entrou na escola de nível secundário Albertville, en Willenden, ao norte de Stuttgart, vestido em roupas de combate pretas.

Oito alunas, um aluno e três professoras morreram quando ele abriu fogo na escola. Outros sete alunos ficaram feridos. Ao fugir da escola, Kretschmer ainda matou um pedestre. Ele roubou um carro, levando o motorista como refém, antes de parar no vilarejo de Wendlingen, a cerca de 40 km da escola.

Ele ainda matou dois homens em uma loja de automóveis. Em seguida, a polícia trocou tiros com o jovem, que foi atingido na perna. Ele conseguiu fugir e se suicidou.

O ataque de quarta-feira foi o que teve maior número de vítimas na Alemanha desde 2002, quando um ex-aluno de uma escola na cidade de Erfurt, no leste, matou 14 professores, dois alunos e um policial.

Polícia investiga motivos do massacre; assista ao vídeo:


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