Pelo menos sete civis afegãos morreram e 91 pessoas ficaram feridas em um atentado suicida com carro-bomba neste sábado diante da entrada do quartel-general das forças da Otan em pleno centro de Cabul, a cinco dias das eleições presidenciais e provinciais.

O ataque foi reivindicado pelos talibãs, que ameaçaram repetir os atentados para prejudicar as eleições de quinta-feira, que consideram um "imposição dos americanos".

O atentado aconteceu diante do quartel da Isaf, a Força Internacional de Assistência para a Segurança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), confirmou o porta-voz do ministério da Defesa, Mohamad Zaher Azimi.

Entre os feridos estão quatro soldados afegãos e a parlamentar, Hawa Alam Nuristani, que está fora de perigo. Doze mulheres e uma criança também foram atingidas.

A Isaf informou que cinco de seus soldados também ficaram feridos.

O porta-voz dos talibã, Zabihullah Mujahid, revindicou o atentado em uma ligação telefônica.

"Um suicida detonou 500 quilos de explosivos a bordo de um jipe diante da embaixada americana", afirmou.

A Isaf destacou que a segurança afegão interrompeu o carro-bomba na primeira entrada do edifício. O ataque destruiu uma grande barreira de cimento que protege a base militar, assim como as janelas das casas mais próximas.

A explosão aconteceu nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos e do palácio presidencial, onde vive o chefe de Estado Hamid Karzai.

Segundo o porta-voz dos talibãs, que sempre exagera os balanços de seus ataques, "25 americanos, guardas e funcionários da embaixada morreram".

As tropas afegãs e internacionais isolaram os acessos ao local do atentado.

O quartel da Otan abriga o general americano Stanley McChrystal, comandante dos mais de 100.000 soldados estrangeiros presentes no Afeganistão.

Quase 6.200 militares estrangeiros estão mobilizados em diversas bases de Cabul.

Os talibãs defendem um boicote das eleições de 20 de agosto e ataques contra os "invasores estrangeiros".

As ameaças aumentam os temores de uma taxa de abstenção elevada, o que reduziria a credibilidade do processo eleitoral, na votação em que Karzai disputa a reeleição.

As autoridades eleitorais afegãs já alertaram que quase 12% do total dos locais de votação podem permanecer fechados em todo o país pelo clima de insegurança.

bur-sak/fp

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