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Atentando mata cientista nuclear no Irã e país acusa EUA e Israel

TEERÃ - Uma bomba acionada por controle remoto http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/12/professor+universitario+morre+em+atentado+a+bomba+em+teera+9272130.html target=_topmatou um cientista nuclear nesta terça-feira na Universidade de Teerã, e o Ministério do Exterior iraniano disse que há indícios de envolvimento dos EUA e de Israel no ataque, segundo a imprensa estatal.

Reuters |

A explosão que vitimou o professor Massoud Ali-Mohammadi ocorre num momento de forte tensão no país, sete meses depois da polêmica eleição presidencial que mergulhou o Irã na sua pior crise interna em 30 anos.


Policiais observam local do atentado em Teerã / AP

Coincide também com um momento delicado na disputa do Irã com o Ocidente por causa do seu programa nuclear. Grandes potências devem se reunir no sábado em Nova York para discutir a adoção de novas sanções ao Irã por causa da sua recusa em suspender as atividades de enriquecimento de urânio.

"Na investigação inicial, sinais do triângulo da maldade, pelo regime sionista, a América e seus agentes contratados, são visíveis no ato terrorista", disse o porta-voz do Ministério do Exterior segundo a emissora estatal IRIB. Atentados a bomba são raros na capital iraniana.

A IRIB disse que dois carros e uma moto foram seriamente danificados e as janelas de unidades residenciais foram estilhaçadas.

AFP
Foto de arquivo do professor
Foto de arquivo do
cientista Massoud Mohammadi

A emissora se refere a Ali-Mohammadi como "um cientista nuclear e um professor comprometido e revolucionário da Universidade de Teerã".

Governos ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, e a ONU já impôs três pacotes de sanções ao país por causa disso, apesar da insistência de Teerã em afirmar que o programa se destina à geração de eletricidade e pesquisas para fins civis.

O promotor-chefe de Teerã, Abbas Jafari Dolatabadi, disse à agência semioficial de notícias Fars que até agora ninguém foi preso pelo atentado.

Em junho, um pesquisador universitário chamado Shahram Amiri, que trabalhava para a Organização de Energia Atômica do Irã, desapareceu durante uma peregrinação a Meca. Em dezembro, Teerã acusou a Arábia Saudita de ter entregado Amiri aos Estados Unidos.

A agência oficial de notícias Irna disse que não está claro quantas pessoas morreram no atentado de terça-feira, sugerindo que pode haver outras vítimas fatais. A Fars disse que houve dois feridos leves.

Crise política

É o primeiro atentado destas características que se tem notícia em Teerã desde o último dia 13 de junho, quando começou a crise política e social que divide o país.

Na data, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas do país para protestar pela reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, que a oposição considera fruto de uma "fraude maciça".

Desde então, as mobilizações se repetiram ao longo do país apesar de ações repressivas das Forças de Segurança e da prisão de milhares de pessoas, muitas delas responsáveis da oposição.

A crise se agravou no dia 27 de dezembro, dia sagrado da Ashura, quando os protestos voltaram a ter violência, com a morte de pelo menos oito pessoas, segundo números oficiais.

Além disso, nos dias seguintes foram detidos mais de uma centena de ativistas da oposição, jornalistas e estudantes universitários.

* Com EFE e AFP

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