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Atentados terroristas matam pelo menos 33 no Iraque

Ali Jabouri. Bagdá, 10 nov (EFE).- Pelo menos 33 pessoas morreram hoje em ataques terroristas no Iraque, sendo ao menos 28 em quatro explosões sucessivas em um bairro do norte de Bagdá e outras cinco, no mínimo, em um atentado suicida numa cidade ao nordeste da capital iraquiana.

EFE |

Além dos mortos, os ataques deixaram pelo menos 70 feridos em Bagdá e mais 20 em Baquba, onde ocorreu o outro atentado.

Fontes do Ministério do Interior disseram que as explosões em Bagdá foram registradas no bairro de Adhamiya, na margem leste do rio Tigre, em uma área onde há edifícios do Exército e do Governo iraquiano.

No local do atentado, primeiro explodiram dois carros-bomba e, logo depois, outra bomba, segundo as fontes.

Enquanto as pessoas se agrupavam no local após as primeiras explosões, um suicida que usava um cinto com explosivos o detonou, estendendo ainda mais os danos da tragédia.

Houve poucos minutos de intervalo entre as sucessivas explosões, acrescentaram as fontes, segundo as quais alguns dos feridos estão em estado grave - motivo pelo qual se teme que o número de mortos aumente nas próximas horas.

Entre os mortos há dois policiais. Além disso, outros cinco agentes e vários soldados iraquianos estão entre os feridos, que foram levados para os hospitais mais próximos.

Os soldados e policiais mortos e feridos nas explosões haviam ido ao local para ajudar as primeiras vítimas.

As explosões incendiaram mais de dez veículos que estavam estacionados no local e causaram danos materiais em 12 lojas e um restaurante do bairro.

O lugar escolhido para o atentado fica perto de um clube para chefes do Exército e de outros edifícios governamentais e militares.

A série de explosões de hoje foi registrada em meio a uma redução dos índices de violência no Iraque nos últimos meses. Também coincide com uma progressiva transferência da segurança das províncias iraquianas das tropas americanas para as locais.

É o primeiro atentado de grandes proporções registrado desde a eleição de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos, país que mantém aproximadamente 140 mil soldados no Iraque.

O outro ataque -com pelo menos cinco e feriu 20 feridos no centro da cidade de Baquba- foi cometido por uma mulher que levava um cinto de explosivos preso ao corpo, informaram fontes do Ministério do Interior.

Ela detonou os explosivos contra um posto de controle da Polícia e dos Conselhos de Salvação - milícias de voluntários sunitas que lutam contra a Al Qaeda - e nas proximidades de uma sala de cinema, explicaram as fontes.

A Guerra do Iraque tornou-se o maior desafio militar e diplomático para a Casa Branca.

Obama ganhou as eleições de 4 de novembro com a promessa de retirar as tropas de combate americanas em um período de até 16 meses após sua posse, em 20 de janeiro, mas se comprometeu a revisar o prazo.

Os atentados de hoje são testes para as Forças de Segurança iraquianas e sua capacidade de assumir a responsabilidade total de manter a estabilidade no país em caso de retirada das tropas americanas.

Eles aconteceram ao mesmo tempo em que representantes americanos e iraquianos negociam um acordo de segurança que permita aos soldados norte-americanos ficar no país até depois do término deste ano, quando termina o mandato dado pelo Conselho de Segurança da ONU.

"Qualquer retirada agora das tropas americanas terá grande influência no controle que as Forças de Segurança iraquianas devem impor às principais instituições do país", afirmou o porta-voz da Presidência iraquiana, Nasser al-Ani.

O porta-voz, em declarações divulgadas hoje pelo jornal "Al-Sabah", explicou que vários responsáveis de segurança acreditam que as forças iraquianas estarão com 70% de sua capacidade para se encarregarem sozinhas da proteção interna do país no próximo ano.

No entanto, "não haverá nenhuma capacidade defensiva para enfrentar agressões externas", afirmou o porta-voz presidencial. "O Iraque não poderá garantir plenamente sua segurança antes de 2020 e só (poderá fazer isso) se a situação não sofrer grandes mudanças", acrescentou Ani. EFE am/fh/jp

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