Atentados suicidas mataram quase mil no Paquistão em 2008

Islamabad, 6 abr (EFE).- Quase mil pessoas morreram em atentados suicidas em 2008 em território paquistanês, onde também se registrou o número mais alto de sequestros da última década, segundo um relatório da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão (HRCP) divulgado hoje.

EFE |

O documento concluiu que 973 pessoas morreram e 2.318 ficaram feridas nos 67 atentados suicidas cometidos ano passado no país.

Os ataques se concentraram especialmente na Província da Fronteira do Noroeste (NWFP), devido ao terrorismo islâmico.

Nesta região, houve um total de 1.061 ataques terroristas, 37 deles cometidos por suicidas, segundo o órgão.

Além disso, em 2008, o Paquistão teve 540 sequestros com pedido de resgate em troca da libertação do refém, o número mais elevado nos últimos dez anos.

Muitas das vítimas pertenciam às forças de segurança paquistanesas ou eram funcionários públicos, embora quatro jornalistas e diversos diplomatas estrangeiros também tenham sido sequestrados.

Outros nove jornalistas foram assassinados, segundo o relatório, que ainda cita 600 mil pessoas que precisaram se refugiar devido a ofensivas militares.

O relatório também abordou outras violações dos direitos humanos pelos talibãs, que no ano passado destruíram pelo menos 148 escolas, a maioria para meninas, no vale nortista de Swat, onde cerca de 90 mil crianças e adolescentes acabaram impedidos de estudar.

Enquanto, a violência religiosa causou a morte de mais de mil pessoas somente na região tribal de Kurram, onde seguidores da corrente sunita -majoritária no Paquistão- e xiita se enfrentaram por meses.

O relatório também levanta que pelo menos 1.210 mulheres foram assassinadas no Paquistão, 610 delas por crimes de "honra".

Segundo o relatório, outras 808 mulheres foram vítimas de abusos sexuais e 37 foram atacadas com ácido. EFE igb/jp

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