Atentados suicidas em campo de refugiados paquistanês deixam ao menos 41 mortos

Pelo menos 41 pessoas morreram neste sábado em dois ataques suicidas cometidos quando ajuda humanitária era distribuída em um campo de refugiados no noroeste do Paquistão, país mergulhado em uma onda de atentados dos talebãs aliados à Al-Qaeda

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Homem fica ferido em atentados suicidas no Paquistão

Homem fica ferido em atentado suicida no Paquistão

O duplo atentado foi registrado no campo de Kacha Pukha, próximo à cidade de Kohat, um centro que acolhe pessoas que fogem dos confrontos entre os talebãs e o Exército paquistanês, perto da fronteira com o Afeganistão.

Os ataques confirmam a persistente ameaça representada pelos insurgentes islâmicos, apesar das ofensivas do Exército paquistanês e dos crescentes ataques de aviões não tripulados americanos contra líderes talebãs.

"Pelo menos 41 pessoas morreram. Mais de 64 estão feridas. O registro pode aumentar", declarou o chefe da Polícia de Kohat, Dilawar Khan Bangash, por telefone à AFP.

"Foram dois atentados suicidas. Pedaços dos corpos dos suicidas foram recuperados. As explosões ocorreram no momento da distribuição de ajuda aos refugiados", acrescentou.

O Paquistão está mergulhado em uma onda de violência, principalmente desde que suas autoridades se aliaram aos Estados Unidos em sua 'guerra contra o terrorismo'.

Os talebãs aliados à Al-Qaeda são os principais responsáveis por diversos atentados, em sua maior parte suicidas, que nos últimos três anos provocaram a morte de cerca de 3.200 pessoas no Paquistão.

O noroeste do Paquistão é a região onde há o maior número de deslocados, devido às ofensivas militares e à violência dos talebãs. Segundo as Nações Unidas, atualmente existem cerca de 1,3 milhão de pessoas deslocadas.

Na sexta-feira, aviões teleguiados americanos bombardearam um veículo e um prédio que supostamente servia de esconderijo para comandos islamitas nas zonas tribais do Paquistão, matando pelo menos quatro insurgentes.

O ataque foi efetuado na aldeia de Toljel, no subúrbios de Miranshah, principal cidade do distrito do Waziristão do Norte, na fronteira com o Afeganistão.

As zonas tribais são consideradas por Washington um bastião dos talebãs paquistaneses, um santuário da rede Al-Qaeda e uma base de retaguarda dos talibãs afegãos.

A CIA e o Exército americano dispararam desde agosto de 2008 pelo menos 90 salvas de mísseis contra essas regiões, matando pelo menos 870 pessoas. Os ataques se intensificaram desde que no ano passado o presidente Barack Obama colocou o Paquistão no centro de sua estratégia contra a Al-Qaeda.

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