Pelo menos 61 pessoas morreram e 300 ficaram feridas em uma série de 12 atentados a bomba praticamente simultâneos em vários departamentos do nordeste da Índia, anunciou Subhas Das, o mais alto responsável administrativo do ministério do Interior do estado de Assam.

"Até agora, 61 pessoas morreram nas explosões e 300 outras ficaram feridas, entre elas 75 em estado crítico", declarou, por sua vez, o primeiro-ministro do Estado de Assam, Tarum Gogoi.

O balanço anterior emitido pela polícia citava pelo menos 48 mortos e mais de 100 feridos em 12 atentados ocorridos num interrvalo de uma hora em vários pontos de Assam, cuja cidade principal é Guwahati.

Ao que tudo indica 12 explosões sincronizadas afetaram, em menos de uma hora, Assam e sua principal cidade, Guwahati, segundo a agência oficial Press Trust of India.

Os canais de televisão exibiram cenas de pânico e pessoas feridas sendo levadas para hospitais em meio a veículos carbonizados.

Uma das explosões destruiu um mercado de frutas em Guwahati, muito próximo de edifícios do governo regional de Assam e da Assembléia Provincial.

O nordeste da Índia forma um enclave entre o Butão e a China pelo norte, Mianmar pelo leste e Bangladesh pelo oeste.

Os estados indianos de Manipur, Nagaland, Assam, Meghalaya, Tripura e Mizoram são, em diversos graus, cenários de insurreições separatistas e atos de violência intercomunitárias que, desde a independência da Índia em agosto de 1947, deixaram 50.000 mortos.

"Não determinamos a natureza exata das explosões, nem que poderia estar por trás dos atentados. Estamos muito ocupados com as operações de resgate", afirmou o comissário da polícia de Assam, G.P. Singh.

No estado de Assam, o grupo rebelde Frente Unida de Libertação de Assam (ULFA) luta desde 1979 pela independência. Os conflitos na região, famosa pelas plantações de chá, provocaram 10.000 mortes em 20 anos.

Os rebeldes separatistas acusados de cometer os atentados negaram participação nos ataques.

"Não estamos de nenhuma maneira envolvidos nas explosões", afirma um comunicado da ULFA.

A ministra regional de Saúde, Himanta Biswa Sarma, afirmou à imprensa que a ULFA parecia ser responsável pelas explosões em Guwahati e em outras três áreas do leste do estado de Assan.

"Tudo aponta par os rebeldes da Frente Unida de Libertação de Assam, já que no passado executaram este tipo de explosões em série no estado", afirmou Sarma.

Ao que parece, as bombas foram instaladas em bicicletas.

Mais prudente, o primeiro-ministro de Assam denunciou o "ato covarde destinado a aterrorizar e que exige uma resposta firme".

A ULFA, que antes tinha muito apoio, perdeu o respaldo da população a partir do momento em que os atentados em locais públicos passaram a provocar muitas vítimas civis.

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