Pelo menos 63 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na explosão de duas bombas perto da principal fábrica de armas do Paquistão, na cidade de Wah, a cerca de 30 km da capital Islamabad, segundo a polícia paquistanesa. O ataque duplo é considerado o mais mortal já realizado em uma zona militar no Paquistão.

Um porta-voz do Talebã no Paquistão disse que o grupo foi responsável pelos ataques, que ele disse ser uma resposta a operações do Exército no noroeste do país.

Maulvi Umar, do Tehrik-e-Talebã, disse que as explosões foram uma retaliação às mortes de "crianças e mulheres inocentes" na região tribal de Bajaur.

Ele disse que mais ataques serão realizados no país até que o Exército se retire das áreas tribais.

Segundo o correspondente da BBC em Islamabad Charles Haviland, uma das bombas explodiu do lado de fora da principal entrada da fábrica quando trabalhadores deixavam o local ao final de seu turno.

De acordo com o relato de testemunhas, um motoqueiro se atirou contra um grupo de pessoas.

A segunda explosão atingiu um mercado próximo a um outro portão da fábrica.

O chefe da polícia local, Nasir Khan Durrani, disse à BBC que "muitas pessoas ficaram feridas e acredita-se que o número de vítimas fatais irá subir."
A fábrica fica na zona militar de Wah, perto da cidade de Taxila. Segundo Durrani, nenhum dos mortos é militar.

Correspondentes dizem que a região está sob segurança reforçada, já que abriga um grande complexo de produção de armas e munições.

As explosões acontecem dois dias depois que um suicida matou mais de 30 pessoas na cidade de Dera Ismail Khan, no noroeste do país.

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