Atentados no Iraque matam ao menos 57 pessoas

BAGDÁ - Subiu para 57 o número de mortos em quatro ataques suicidas nesta segunda-feira no Iraque.

Redação com AP |

Em Bagdá, o ataque de três mulheres-bomba contra uma peregrinação religiosa de sunitas matou ao menos 32 pessoas e deixou mais de 100 feridos, afirmam os oficiais do hospital que atendeu as vítimas.

AP
Após atentados, soldado inspeciona bolsas das mulheres
Após atentados, soldado
inspeciona bolsas das mulheres
Os atentados foram realizados por mulheres e tiveram como alvo comboios de peregrinos que se dirigiam para o santuário de Kadhemia, ao norte do país, onde acontece uma cerimônia religiosa anual em homenagem a um imã xiita.

Os ataques ocorreram quando os comboios passavam pelo distrito central de Kerrada. A cidade está sob um forte esquema de segurança por conta da peregrinação.

A cerimônia religiosa, que atrai milhares de fiéis, comemora a morte do Imam xiita Musa al-Kadhin e irá atingir seu ápice na terça-feira.


Milhares de peregrinos participam de cerimônia em Kadhemia / Reuters

Ataque em Kirkuk

Em outro ataque nesta segunda-feira, em Kirkuk, uma explosão deixou ao menos 25 mortos e cerca de 180 feridos.

A polícia de Kirkuk, 250 quilômetros ao norte de Bagdá, indicou que o atentado tinha como alvo uma manifestação de milhares de curdos que protestavam contra a recente aprovação de uma lei eleitoral no Parlamento.

Kirkuk é a cidade mais importante de uma rica região petrolífera do norte do Iraque, com uma população de maioria curda e centro de disputas entre as autoridades do Curdistão iraquiano e do governo de Bagdá.

A concentração onde aconteceu o atentado tinha como objetivo protestar pela aprovação de uma lei sobre as eleições provinciais, inicialmente convocadas para 1º de outubro, que não contou com o respaldo dos legisladores curdos.

O principal empecilho da lei foi a disputa que entre curdos, turcomanos e árabes por Kirkuk.

Os curdos, que desejam anexar essa cidade a sua região autônoma, rejeitam a nova lei porque ela estipula a repartição de 32% das cadeiras do conselho local de Kirkuk para cada um dos três grupos étnicos, e os 4% restantes para outras minorias.

A lei foi aprovada pelo Parlamento em 22 de julho, mas o presidente iraquiano, Jalal Talabani, decidiu vetá-la, e abriu consultas políticas para conseguir um texto pactuado.

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