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Bangcoc, 3 ago (EFE).- Duas pessoas morreram em ataques de supostos rebeldes muçulmanos e outras duas ficaram feridas em uma série de explosões de bombas ocorridas nas últimas 24 horas em zonas turísticas na conflituosa região sul da Tailândia.

Um total de sete explosivos foram detonados esta manhã em pequenos estabelecimentos comerciais, um restaurante e um posto policial nas cidades de Hat Tai e Songkhla, esta última a capital da província de mesmo nome, deixando feridas duas jovens.

Em Songkhla -província limítrofe com as regiões de maioria islâmica de Narathiwat, Pattani e Yala-, Hat Yai é o destino mais popular do sul da Tailândia, visitado por turistas tailandeses, malaios e cingapurianos.

Na última hora do sábado, uma mulher de 40 anos e um homem de 29 foram baleados em dois ataques separados atribuídos aos insurgentes na província de Yala.

Mais de 3.300 pessoas morreram na região desde que os rebeldes retomaram a luta armada em janeiro de 2004, após uma década de pouca atividade guerrilheira.

Os ataques com armas leves, assassinatos e atentados com bomba se sucedem diariamente no sul da Tailândia, apesar do desdobramento de 31 mil agentes das forças de segurança e da declaração do estado de emergência na região.

O ministro do Interior Chalerm Yoobamrung estuda conceder um estatuto de autonomia às províncias para sufocar o conflito.

No começo do ano, Bangcoc admitiu pela primeira vez a relação entre a rede terrorista Al Qaeda e os rebeldes, e reconheceu que a situação piorou desde que estes passaram a receber armas e dinheiro procedentes do narcotráfico. EFE tai/gs