Atentados em série matam 32 e espalham o pânico em Bagdá

BAGDÁ - Uma série de explosões, aparentemente coordenada, espalhou nesta segunda-feira o pânico por Bagdá e seus arredores, com um saldo de 32 mortos e 129 feridos, segundo a polícia local.

EFE |

No total, seis carros-bomba explodiram em bairros sunitas e xiitas de Bagdá e em seus arredores, quase todos eles em um período de apenas duas horas, a partir das 07h30 locais (1h30 de Brasília).

As autoridades iraquianas não informaram quem poderiam ser os autores dos atentados nem confirmaram as suspeitas que poderia se tratar de uma ação coordenada que não acontecia há meses no país.

Série de atentados deixa mais de 30 mortos no Iraque
Série de atentados deixa mais de 30 mortos no Iraque

Policiais disseram que os atentados mais graves ocorreram em dois mercados, em Sadr, no leste de Bagdá, e em Om el Maalef, no sudoeste da capital.

O primeiro deixou 10 mortos e 65 feridos, enquanto o segundo, que teve dois carros-bombas em um mercado popular, matou 12 pessoas e feriu outras 25.

Já no bairro de Hosainyia, no nordeste de Bagdá, houve mais 4 mortos e 20 feridos, e em Alewei, no centro da capital iraquiana, outra explosão matou 4 pessoas e causou feriu outras 15.

Finalmente, o sexto carro-bomba explodiu na passagem de um comboio em que viajava um funcionário do Ministério do Interior, matando dois e ferindo outros quatro.

Relativa tranquilidade

Os ataques ocorreram após vários dias de relativa tranquilidade neste país, que vive um conflito armado desde a invasão militar liderada pelos Estados Unidos em 2003 que derrubou o governo de Saddam Hussein.

Os maiores índices de violência foram registraram em 2006, segundo um relatório da missão da ONU no Iraque, mas começaram a diminuir no final do verão de 2007, entre outras razões pela vinculação de comunidades locais aos trabalhos de defesa.

Esse papel da população civil encontra-se agora em crise por graves diferenças surgidas entre as milícias sunitas dos Conselhos de Salvação e o Governo de Nouri al-Maliki, de maioria xiita, que recebeu dos EUA o controle desses grupos.

As diferenças, que chegaram a incluir combates entre soldados e milicianos, aumentaram devido à prisão do chefe de um comando local dos Conselhos de Salvação, no dia 28 de março, em Bagdá.

Somente nos nove dias desde essa data, três pessoas já haviam morrido em confrontos armados na capital.

A onda de atentados de hoje coincide também com os planos dos Estados Unidos de retirar progressivamente seus soldados das cidades do Iraque.

Todas as tropas americanas têm que estar fora do país até o fim de agosto de 2010, segundo o compromisso assumido pelo presidente americano Barack Obama.

A redução no nível de violência, que ficou abalada hoje pelos atentados em série, afetou também as tropas norte-americanas, já que o comando militar dos EUA informou hoje a morte de um soldado americano ontem, na província de Diyala.

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