Atentados em Mumbai deixam mais de 100 mortos

O número de mortos nos atentados executados na quarta-feira em Mumbai passa de 100, incluindo alguns estrangeiros, informa nesta quinta-feira a imprensa indiana.

AFP |

O chefe de polícia de Maharashtra, A.N. Roy, afirmou à agência Press Trust of India que o número de mortos é próximo de uma centena, enquanto o canal de notícias NDTV informou que o número de mortos chega a 100 e o de feridos a 110. O canal IBN Live destacou que as vítimas fatais eram pelo menos 87.

Homens com granadas e armas automáticas atacaram, entre outros alvos, dois hotéis cinco estrelas e uma estação de trem na quarta-feira na capital econômica da Índia, Mumbai.

Pelo menos dois estrangeiros, um japonês e um australiano, morreram e mais de 10 ficaram feridos nos atentados, segundo a Press Trust of India. Com base em relatos de fontes médicas, a agência identificou os dois mortos como um japonês de 41 anos e um australiano de 49.

Além disso, o governo da Itália anunciou que um cidadão do país morreu nos atentados.

Os feridos são cidadãos de países como Espanha, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Austrália, Noruega e Cingapura.

Já o canal NDTV informou que pelo menos nove estrangeiros morreram nos ataques. Os ataques coordenados afetaram os dois hotéis mais famosos da capital financeira indiana, o Taj Mahal e o Trident, onde dezenas de hóspedes permanecem retidos nesta quinta-feira por milicianos islamitas que fizeram reféns estrangeiros.

Entre 40 e 50 pessoas permanecem presas no Taj Mahal Hotel, onde são ouvidos tiros esporádicos, de acordo com o major R.R. Hooda, comandante do Exército nos estados de Maharashtra, Goa e Gujarat.

"Nesta zona há quatro ou cinco terroristas", declarou o militar à imprensa.

No hotel Trident não existe um número oficial de reféns, mas a imprensa afirma que sete ou oito pessoas permanecem sob poder dos terroristas.

Nos dois hotéis existe a possibilidade de reféns americanos, israelenses e canadenses.

Um dos terroristas envolvidos nos ataques afirmou, em um entrevista a um canal de televisão, que pertence a um grupo islamista que luta para fazer com que o islamismo não seja mais perseguido na Índia.

Ele se identificou como membro da organização muçulmana Deccan Mujahedine, disse que está refugiado no hotel Oberoi e exigiu a libertação de todos os militantes islamitas presos na Índia.

"Os muçulmanos na Índia não deveriam ser perseguidos. Amamos nosso país, mas quando nossas mães e irmãs eram assassinadas, onde estava todo o mundo?", declarou ao canal India TV por telefone do interior do hotel, que também foi tomado por terroristas armados.

A Bolsa de Mumbai não abriu nesta quinta-feira em conseqüência dos atentados, já que o governo aconselhou que as pessoas não saiam de casa.

As ruas da cidade amanheceram vazias nesta quinta-feira.

Os atentados, descritos como uma "grande conspiração" pelo ministro do Interior indiano, Shivraj Patil, foram condenados em todo o mundo.

"Estes atentados intoleráveis em Mumbai terão uma resposta enérgica", afirmou o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, que expressou solidaridade ao governo indiano.

"Condenamos firmemente os atentados terroristas que aconteceram em Mumbai", declarou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Robert Wood. A Casa Branca também manifestou disposição de ajudar o governo indiano.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou os atentados e disse que Washington deve trabalhar para estreitar os vínculos com Nova Délhi e outros países para "eliminar as bases e destruir as redes terroristas".

A presidência francesa da União Européia (UE) manifestou "horror e indignação". O governo do Brasil expressou "profundo pesar" com os trágicos atentados em Mumbai e condenou todas as formas de terrorismo, em um comunicado divulgado pelo ministério das Relações Exteriores.

sal-phz/fp

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