Atentados e confronto deixam 48 mortos no Iraque

Bagdá, 29 abr (EFE).- Pelo menos 48 pessoas morreram hoje no Iraque, em um confronto e dois atentados terroristas -o pior deles com a explosão quase simultânea de três carros-bomba matando 41 pessoas em Bagdá.

EFE |

As outras mortes ocorreram em um segundo atentado em Hur Rajab, no sul de Bagdá, que deixou cinco mortos, e num confronto com duas baixas em Kirkuk, a 250 quilômetros da capital do Iraque, país que nas ultimas semanas sofre com um aumento dos ataques.

Segundo o Ministério do Interior iraquiano, além de 41 mortos, outras 68 pessoas ficaram feridas na explosão quase simultânea de três carros-bomba no distrito de maioria xiita Cidade de Sadr, no leste da capital.

Elas explodiram em uma área próxima a diversos mercados populares, um deles dedicado à venda de aves.

Além disso, as explosões causaram grandes destroços em centros comerciais e casas da mesma área.

Já em Hur Rajab, no sul de Bagdá, pelo menos cinco pessoas morreram e outras três ficaram feridas com a explosão de uma bomba na passagem de um microônibus, que ficou totalmente destruído.

Outra bomba explodiu em Al Shurta, no sudoeste da capital, sem causar nenhuma vítima fatal, mas ferindo cinco pessoas.

Em Kirkuk, a 250 quilômetros ao norte de Bagdá, dois homens pistoleiros de grupos rebeldes morreram e outro ficou ferido, segundo um porta-voz do Exército dos Estados Unidos.

De acordo com ele, estas mortes ocorreram em confronto entre uma patrulha e um grupo de homens armados, do qual um soldado americano também saiu ferido.

Os atentados de hoje ratificam o ressurgimento da violência no Iraque, que já custou a vida de centenas de pessoas nas ultimas semanas, ainda que tendo como ponto positivo a prisão de Abu Omar al-Baghdadi, chefe máximo da rede terrorista Al Qaeda no país.

O Governo do Iraque confirmou ontem oficialmente pela primeira vez que Baghdadi, dirigente do grupo Estado Islâmico do Iraque, vinculado à Al Qaeda, foi preso na quinta-feira da semana passada graças a uma vasta operação.

A captura do chefe da Al Qaeda aconteceu no mesmo dia em que um atentado suicida em Bagdá e outro na província nordeste de Diyala causaram a morte de 84 pessoas.

No dia seguinte, outra bomba matou mais de 60 pessoas perto de Bagdá, dando sequência a uma onda de violência que não se via há muitos meses.

Embora nenhum grupo ainda tenha assumido a autoria desses atentados, as Forças Armadas do Iraque e dos Estados Unidos afirmam que eles têm a "marca registrada" da Al Qaeda, da qual faz parte o grupo Estado Islâmico do Iraque.

Estes ataques põem em dúvida a capacidade do Exército iraquiano de manter a segurança no país, no momento em que os EUA se preparam para iniciar a retirada de 12 mil dos 147 mil soldados presentes no Iraque a partir de setembro.

De fato, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, já chamou a atenção, há 11 dias, em 18 de abril, para um possível crescimento da violência sectária, pelo qual pediu "unidade" ao país para "fechar a passagem dos inimigos do Iraque".

De acordo com o pacto de segurança assinado entre Bagdá e Washington no ano passado, os militares americanos sairão das cidades iraquianas antes do fim de junho, e devem deixar o país completamente antes do fim de 2011.

Pouco a pouco, os EUA vão passando o controle da segurança às forças iraquianas, às quais se integraram as milícias tribais sunitas denominadas Conselhos de salvação, criadas há mais de dois anos para combater os ataques ligados à Al Qaeda. EFE am/jp

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