Atentados deixam pelo menos 40 mortos no nordeste da Índia

(atualiza número de vítimas e outros detalhes) Nova Délhi, 30 out (EFE).- Pelo menos 40 pessoas morreram e entre 100 e 200 ficaram feridas em uma série de fortes explosões registradas hoje em várias cidades do estado de Assam, no nordeste da Índia, indicam diferentes versões oficiais.

EFE |

As fontes, citadas pela agência "PTI", calcularam em 13 o número de bombas que explodiram em Guwahati, principal cidade do estado, e em outras três localidades do oeste de Assam.

Segundo esta versão, 40 pessoas morreram nas explosões e mais de 200 ficaram feridas.

Guwahati foi o local mais atacado, com quatro explosões registradas em dois mercados e nas proximidades de duas sedes oficiais que causaram 25 mortes.

Dez pessoas morreram em Kokrajhar, três em Barpeta e duas em Bongaigaon.

Já autoridades citadas pela agência "Ians" aumentaram o número de vítimas fatais para 45, das quais 20 em Guwahati, 14 em Kokrajhar e 11 em Barpeta, e disseram que cerca de 100 pessoas ficaram feridas.

Fontes dos serviços de inteligência citadas pela TV indiana disseram que há 48 mortos em 18 explosões.

Os artefatos explodiram quase simultaneamente nas diferentes localidades atacadas por volta das 11h30 (4h, horário de Brasília).

Uma fonte da Polícia de Kokrajhar disse à Agência Efe que a área da explosão estava muito movimentada, pois muitas pessoas faziam compras devido a um festival religioso que será celebrado na próxima semana.

A "NDTV" forneceu imagens de corpos mutilados e incinerados entre veículos incendiados nas proximidades de um edifício oficial de Guwahati, no qual as equipes de bombeiros ainda tentavam conter as chamas.

"Alguns dos corpos estão incinerados de tal forma que é impossível sua identificação", declarou à "Ians" o subinspetor geral da Polícia de Assam, G.P.Singh.

O ministro do Interior indiano, Shivraj Patil, condenou o atentado e pediu um relatório detalhado do que aconteceu às autoridades de Assam, enquanto o chefe do Governo, Manmohan Singh, reivindicou unidade na luta contra o terrorismo.

O primeiro-ministro, que é deputado por Assam no Parlamento central indiano, pediu que se "lute contra aquelas forças que tentam dividir a nação", em declarações feitas no estado de Maharashtra (leste), onde está em visita oficial.

Em Assam e em outros estados do nordeste da Índia operam 20 grupos armados separatistas, o principal dos quais é a Frente Unida para a libertação de Assam (Ulfa).

Embora nenhum grupo tenha reivindicado os atentados, o ministro da Saúde de Assam, Himanta Biswa Sarma, afirmou que a Ulfa "tem um histórico de atentados em série" como o de hoje, segundo a "PTI".

"A maior parte das bombas estavam instaladas em locais movimentados como mercados e complexos de escritórios, o que demonstra que os agressores queriam deixar um grande número de vítimas", declarou.

O último grande atentado em Assam aconteceu em 2 de julho de 1999, quando 70 pessoas morreram por causa da explosão de uma bomba durante a passagem de dois trens em uma estação ferroviária da região de Gaisan. EFE mb/fh/fal

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