Atentados deixam 30 mortos no Iraque

Trinta pessoas foram mortas nesta quarta-feira no Iraque, onde os insurgentes atacaram novamente as instituições do Estado em dois atentados coordenados contra a sede das autoridades locais de Al-Anbar.

AFP |

Em Ramadi, a oeste de Bagdá, a sede das autoridades locais, que abriga o conselho de Al-Anbar, foi o cenário de dois atentados suicidas que deixaram 23 mortos e mais de 30 feridos, entre os quais o governador da província, informaram a polícia e fontes hospitalares.

Estes atentados comprovam a mudança de estratégia dos rebeldes iraquianos, que passaram em agosto a atacar os símbolos do Estado para tentar desestabilizar o governo, a dois meses das eleições legislativas.

As autoridades locais acusaram imediatamente a rede Al-Qaeda pelos ataques.

"Os que cometeram estes ataques terroristas são os intrusos e os extremistas", afirmou à AFP o vice-governador, Hekmat Khalaf, referindo-se à Al-Qaeda e acusando as forças de segurança iraquianas de terem sido infiltradas.

"Estou consternado pela fraqueza dos serviços de segurança que foram infiltrados", acrescentou.

"O primeiro ataque foi um atentado suicida com carro-bomba cometido em um cruzamento perto da entrada da sede do conselho provincial", declarou o capitão de polícia Ahmed Mohammed al-Dulaimi.

"Trinta minutos depois, o governador, Qassem Mohammed Abed; o chefe adjunto da polícia, o coronel Abbas Mohammed al-Dulaimi; e o chefe da segurança do conselho provincial, Mahmud al-Fahdawi, saíram para inspecionar o local", relatou o capitão.

Foi neste momento que um camicase disfarçado de militar se precipitou sobre o grupo, acrescentou o militar, destacando que Fahdawi morreu e o governador ficou ferido.

As duas deflagrações também destruíram cerca de 30 carros.

Em 11 de outubro, três atentados mataram pelo menos 19 em Ramadi, ex-reduto da insurreição sunita.

Ramadi fica cerca de 100 km a oeste de Bagdá, na província de maioria sunita de Al-Anbar, a maior do Iraque.

Além disso, sete pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas em um atentado com bomba cometido contra uma procissão de fiéis xiitas em Khales, 60 km ao norte de Bagdá, segundo o vice-governador da província de Diyala, Sadeq al-Mussawi.

A bomba explodiu na passagem dos fiéis, reunidos na cidade para celebrar o luto do imã Hussein.

O chefe da polícia de Khales, Chaker al-Zuheili, está entre os feridos.

Enfraquecidos pela defecção de milhares de combatentes, os rebeldes iraquianos e a rede Al-Qaeda decidiram mudar de estratégia e passaram a atacar os símbolos do poder, em vez das comunidades religiosas.

Desde o dia 19 de agosto, foram atacados os ministérios das Relações Exteriores, das Finanças e da Justiça, assim como a sede do governo de Bagdá e um grande tribunal, em atentados que deixaram pelo menos 386 mortos e 1.500 feridos.

sttr/yw

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