Quinze pessoas morreram e pelo menos 35 ficaram feridas neste domingo em uma série de atentados em Bagdá e ao sul da capital, informaram fontes governamentais.

O ataque mais mortífero, a explosão de uma bomba em uma caminhonete estacionada perto de um escritório de emissão de passaportes do norte da capital iraquiana, deixou 12 mortos e 20 feridos, segundo fontes dos ministérios da Defesa e do Interior.

Vários feridos estão gravemente queimados.

Um oficial do Exército americano, cuja companhia apóia a polícia iraquiana, disse que o ataque têm todas as características de um atentado da Al-Qaeda.

"Era um bairro seguro e estável", destacou, lembrando que a Al-Qaeda sempre trata de desestabilizar as áreas consideradas seguras.

No centro de Bagdá, na rua Palestina, uma bomba explodiu na passagem de uma patrulha da polícia, ferindo nove pessoas, entre elas seis civis, informaram as autoridades.

Outros dois civis também foram feridos por um artefato explosivo no bairro de Al-Ghadir, no sudeste da capital, em um ataque aparentemente dirigido a carros do governo iraquiano, segundo as mesmas fontes.

Estes três atentados são os primeiros na capital iraquiana desde segunda-feira passada, quando três camicases - provavelmente mulheres - acionaram os explosivos que carregavam no meio de uma multidão de peregrinos xiitas, matando 25 e ferindo outros 75.

Em Hilla, 120 km ao sul de Bagdá, três pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas na explosão de uma bomba em um café na noite deste domingo, informou a polícia .

Estes novos atentados são realizados no momento em que o Parlamento iraquiano deve examinar a nova versão de um controvertido projeto de lei eleitoral, rejeitado pelo conselho presidencial em 24 de julho e que provocou um aumento das tensões na região de Kirkuk, no norte do país.

Milhares de árabes se manifestaram sábado na cidade de Hawija, no norte do Iraque, para denunciar um projeto que propõe a anexação de Kirkuk, uma província rica em petróleo, à região autônoma do Curdistão, segundo testemunhas.

O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein havia decidido que Kirkuk ficaria fora do Curdistão iraquiano, uma região virtualmente independente desde 1991.

Os curdos, que consolidaram seu poder no Iraque, exigem agora a anexação de Kirkuk a sua região, localizada cerca de 50 km mais ao norte.

Pelo menos 27 pessoas morreram e outras 126 ficaram feridas segunda-feira passada em um atentado suicida em Kirkuk.

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