Atentados de Mumbai: Paquistão pede à Índia que não acuse sem provas

O Paquistão pediu nesta quinta-feira a seu rival eterno, a Índia, que não acuse ninguém sem provas, depois de o primeiro-ministro indiano ter dito em público que o grupo responsável pelos ataques em Mumbai vinha do estrangeiro, referindo-se aos países vizinhos.

AFP |

"Nossa experiência do passado nos ensina que devemos evitar tirar conclusões precipitadas", disse o ministro paquistanês dos Assuntos estrangeiros, Shah Mehmood Qureshi, ao vivo no canal de televisão privado Dawn TV.

O grupo que está por trás dos ataques coordenados de Mumbai tem sede "fora" da Índia, afirmou o chefe do governo indiano, Manmohan Singh, sem citar precisamente um país, mas garantindo aos Estados vizinhos que o uso de seus territórios para tais ações violentas não seria mais "tolerado".

Qureshi foi questionado na Índia, onde estava para discussões de paz entre as duas potências nucleares da Ásia do Sul, que já se enfrentaram durante três vezes desde sua criação, em 1947.

O Paquistão é freqüentemente acusado pela Índia de estar por trás dos atentados cometidos em seu território, ou pelo menos de dar apoio aos grupos que os cometem.

Em contrapartida, Islamabad denuncia regularmente tentativas de desestabilização da parte do poderoso vizinho.

"Devemos ficar calmos, seremos e nos apoiar mutuamente", acrescentou Qureshi, invocando uma ameaça terrorista "global" que deve ser enfrentar "coletivamente".

Nesta quinta-feira, um porta-voz do Lashkar-i-Tayyiba, um dos grupos armados islamitas com sede no Paquistão que luta contra a presença indiana na Cachemira, afirmou à AFP que seu movimento não estava envolvido nestes ataques coordenados em Mumbai.

Desde 2004, a Índia e o Paquistão estão engajados em um trabalhoso processo de paz.

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