Dois atentados a bomba mataram pelo menos 25 pessoas nesta sexta-feira em Karachi, a cidade mais populosa do Paquistão. Nos dois casos, os explosivos estavam em motocicletas.


Paquistaneses lamentam morte de parentes em atentado / Reuters


Doze morreram no mais grave, no qual a explosão atingiu um ônibus que levava peregrinos muçulmanos xiitas para um festival religioso. O ataque ocorreu em uma das principais ruas de comércio de Karachi, a Sharah-e-Faisal, que conecta o aeroporto ao centro da cidade.

Cerca de uma hora depois, uma forte explosão ocorreu do lado de fora da ala de emergência do hospital para onde foram levadas as vítimas da primeira explosão, matando mais 13 pessoas.

Um terceira bomba foi encontrada em um aparelho de TV no hospital, mas foi desativada a tempo.

Violência sectária

Os xiitas celebram nesta sexta-feira o último e mais importante dia do Arbaeen, um festival de 40 dias que lamenta a morte do neto do profeta Maomé, Imam Hussein.

Não está claro se a bomba que atingiu o ônibus foi detonada por um suicida ou se a motocicleta estava apenas estacionada nas proximidades.

O ônibus era um entre vários usados para transportar xiitas de vários locais da cidade para uma procissão.

O ato, que segundo a polícia foi realizado mesmo após o ataque, foi cercado por um forte esquema de segurança para prevenir a repetição de um ataque contra outro evento xiita que matou mais de 40 em dezembro, também em Karachi.

Mas os ataques desta sexta-feira tiveram outros alvos, longe do cordão de segurança. A violência sectária entre a minoria xiita e a maioria sunita aumentou depois do ataque de dezembro.

A tensão continua alta, e grupos paramilitares foram colocados nas ruas da cidade há alguns dias em meio a confrontos entre grupos políticos rivais.

Também nesta sexta-feira, pelo menos 27 muçulmanos foram mortos na cidade iraquiana de Karbala quando participavam de um grande evento para marcar o Arbaeen.


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