Atentados a bomba matam pelo menos 19 hoje em Bagdá

Bagdá, 24 nov (EFE).- Bagdá voltou a ser cenário hoje de uma série de ações terroristas que mataram pelo menos 19 pessoas, enquanto o Iraque aguarda decisões cruciais para garantir a segurança do país.

EFE |

Três bombas, que explodiram num curto espaço de tempo em diversas regiões de Bagdá, deixaram 19 mortos e mais de 20 feridos, segundo um balanço provisório divulgado por fontes policiais.

A explosão mais violenta aconteceu no sudeste da capital iraquiana, no bairro Nova Bagdá.

Ali, uma bomba que explodiu durante a passagem de um ônibus que transportava funcionários que seguiam para o trabalho, no Ministério do Comércio, matou 12 pessoas e feriu outras cinco, segundo as fontes.

A maioria destas vítimas era de mulheres, acrescentaram as autoridades policiais.

Pouco antes, uma mulher-bomba detonou os explosivos que trazia junto ao corpo ao lado de um controle de segurança na entrada da Zona Verde, próxima ao Ministério de Relações Exteriores.

Neste ataque, seis pessoas morreram e 14 ficaram feridas, de acordo com dados confirmados por fontes oficiais.

A Zona Verde, onde funciona um forte esquema de segurança, abriga vários prédios do Governo, entre eles a sede do Executivo e do Parlamento, assim como representações diplomáticas de países ocidentais, como Estados Unidos e Reino Unido.

Também explodiu outra bomba no centro de Bagdá, dirigida contra uma viatura policial. Um civil morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas, entre elas três agentes.

O número de vítimas poderia ter sido maior, segundo testemunhas citadas pela agência "Aswat al-Iraq", pois as forças de segurança conseguiram desativar uma bomba que estava plantada em uma rua do centro de Bagdá.

Esta cadeia de atentados lembra a registrada no dia 10 de novembro, quando 28 pessoas morreram e outras 70 ficaram feridas em várias explosões na capital iraquiana.

Os atentados de hoje coincidem com o começo de uma grande operação que conta com a participação de todos os corpos de segurança iraquianos e da força militar internacional liderada pelos EUA.

Este esquema de segurança visa às medidas preventivas que serão adotadas para as eleições municipais, programadas inicialmente para 31 de janeiro, informou o jornal local "Al-Sabah".

A violência de hoje também acontece às vésperas de uma votação no Parlamento sobre o acordo de segurança negociado desde março entre os Governos do Iraque e dos EUA para garantir a presença de tropas americanas além do final deste ano.

O atual mandato destas tropas, concedido pelo Conselho de Segurança da ONU, vence em 31 de dezembro, por isso sua permanência no Iraque depende de um acordo bilateral entre os dois países.

O projeto de convênio, que fixa a retirada definitiva das tropas americanas em 31 de dezembro de 2011, já foi aprovado pelo Executivo iraquiano, mas o Parlamento se pronunciará a respeito nesta quarta-feira.

Segundo disse à Agência Efe neste final de semana o presidente do Parlamento iraquiano, Mahmoud Mashadani, os legisladores só votarão a matéria na quarta-feira se houver acordo prévio, mas não descartou que um pacto sobre o assunto saia antes desse dia.

Os parlamentares analisam o tema desde semana passada, em meio a protestos do Bloco Sadr, leal ao clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr e que até maio mantinha ativo um Exército de milhares de homens.

Sadr é um dos principais inimigos da presença militar dos EUA no Iraque, e periodicamente organiza grandes manifestações contra a ocupação americana, a última delas na sexta-feira, em Bagdá. EFE ah/wr/jp

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