Atentado suicida mata mais 30 pessoas no Iraque

BAGDÁ - Pelo menos 33 pessoas morreram nesta terça-feira em um atentado suicida contra chefes tribais e dirigentes militares iraquianos em Abu Ghraib, antigo feudo dos rebeldes a oeste de Bagdá.

AFP |

O ataque foi cometido perto da prefeitura da localidade de Abu Ghraib, 25km a oeste da capital iraquiana, na passagem do grupo de dirigentes que tinham acabado de sair de uma reunião de "reconciliação nacional" e estavam visitando o mercado, informou uma fonte do ministério do Interior.

Um camicase a bordo de um carro-bomba avançou contra o grupo em alta velocidade, matando 33 pessoas e ferindo 46, segundo a fonte. Dois jornalistas da TV iraquiana Al-Baghdadiya, Haider Hashem e Soheib Adnan, estão entre os mortos, disse à AFP um colega dos dois, Jihad al-Rubaye.

Outro jornalista, Ibrahim al-Kateb, da TV pública Al-Iraqiya, ficou ferido no atentado, segundo o Observatório iraquiano da liberdade da imprensa, a principal associação de defesa dos jornalistas no Iraque.

Al-Baghdadiya é a TV onde trabalhava Muntazer al-Zaidi, o jornalista que ficou famoso ao arremessar seus sapatos contra o ex-presidente americano George W. Bush em dezembro passado em Bagdá.

De acordo com os últimos números fornecidos à AFP pelo Observatório iraquiano da liberdade da imprensa, pelo menos 246 pessoas que trabalhavam por veículos de comunicação, entre as quais 22 estrangeiros, foram mortas desde a invasão americana do Iraque, em março de 2003.

Abu Ghraib é conhecida por sua sinistra prisão, que fechou suas portas em 2006 após um escândalo envolvendo soldados americanos acusados de torturar prisioneiros iraquianos.

Os grupos rebeldes e a Al-Qaeda mantêm uma presença forte na região, apesar da mobilização do Exército iraquianos e dos 'sahwa' (ex-insurgentes que mudaram de lado e passaram a combater os rebeldes).

O atentado foi cometido pouco depois de o Exército dos Estados Unidos ter anunciado a retirada de 12.000 soldados até o mês de setembro, acelerando a retirada americana do Iraque.

As autoridades iraquianas afirmaram que estão prontas para garantir a segurança, mas dúvidas persistem, devido principalmente à falta de preparo das forças iraquianas. Os atos violentos diminuíram de intensidade, mas permanecem quase diários.

Domingo, um atentado suicida com bicicleta-bomba contra uma academia de polícia em Bagdá deixou 28 mortos, em maioria policiais e recrutas. Nesta terça-feira, um policial iraquiano morreu na explosão de uma bomba cujo alvo era o diretor da polícia de Al-Riyad, a oeste de Kirkuk, 255 km ao norte de Bagdá, informou a polícia.

Em Hamdaniyah, uma aldeia cristã 25 km ao nordeste de Mossul (norte), um médico e o filho de um dirigente local morreram e outros seis iraquianos ficaram feridos em um atentado com carro-bomba.

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