Seis pessoas morreram neste domingo em um atentado suicida perpetrado no centro de Grozny, a capital da república russa da Chechênia, anunciaram as autoridades locais.

A explosão ocorreu às 17h locais (10h de Brasília) diante de uma sala de espetáculos da cidade, e provocou a morte de cinco policiais, entre eles um tenente-coronel, e a do camicase, anunciou à AFP uma fonte da prefeitura da cidade. Pelo menos dez pessoas ficaram feridas.

Citando uma fonte do ministério local do Interior, a agência Interfax informou, por sua vez, que as vítimas são um coronel da polícia, três policiais, um civil e o camicase.

Para o presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, este novo atentado mostra de forma clara "a agonia e as últimas convulsões dos bandidos".

"Trata-se de uma tentativa de forçar a retirada das forças do setor onde está acontecendo a operação especial, uma tentativa de nos obrigar a parar de atuar ativamente na destruição dos rebeldes. Mas estas tentativas são vãs. Não vamos parar até que tenhamos eliminado todos os bandidos que atacam cidadãos pacíficos, forças da ordem, militares e religisos", declarou.

A Chechênia foi palco de vários atentados sangrentos desde que Moscou decidiu, em abril passado, suspender a operação anti-terrorista em vigor há quase uma década no território. O Kremlin considerava que Kadyrov controlava a situação.

Além da Chechênia, o Daguestão e a Inguchétia também têm problemas com movimentos rebeldes que querem instaurar um "grande emirado islâmico" no Cáucaso.

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