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Atentado que matou brasileira não foi político, diz jornal paraguaio

O atentado realizado na noite da terça-feira contra o radialista e político paraguaio Alfredo Tomás Avalos, que provocou http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/09/morta_no_paraguai_brasileira_mulher_de_radialista_que_denunciava_o_trafico_1265690.htmla morte de sua mulher, a brasileira Silvana Rodríguez, foi um ajuste de contas entre inimigos e não um crime político, segundo diz reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal ABC Color, de Assunção.

BBC Brasil |


Avalos, que ficou gravemente ferido, é líder do partido Tekojoja, que apóia a candidatura presidencial do oposicionista Fernando Lugo, apontado como favorito nas pesquisas de opinião para as eleições do dia 20 deste mês.

O ABC Color, maior jornal do Paraguai, cita um promotor responsável pela localidade de Curuguaty, onde ocorreu o atentado, que descartou a possibilidade de um crime político.

Os investigadores policiais encarregados de esclarecer o crime apontam a possibilidade de um possível ajuste de contas executado por matadores que desde o mês passado eliminaram vários narcotraficantes instalados nessa cidade, diz a reportagem.

O jornal cita o depoimento à polícia do enteado de Avalos, filho da brasileira morta, que teria relatado ameaças sofridas pelo radialista.

Disputa com brasileiro

Em sua edição da véspera, o ABC Color comentou que Avalos mantinha uma disputa judicial de três anos com o brasileiro Aristeu Falkenbak, a quem havia acusado, como locutor de uma rádio local, de chefiar uma máfia do narcotráfico.

A reportagem publicada na quarta-feira também levantava a hipótese de Silvana ter sido o alvo principal do atentado, por supostamente conhecer a identidade do matador brasileiro responsável pela onda de assassinatos relacionados a disputas do narcotráfico nas cidades de Curuguaty e Salto del Guairá.

O jornal comenta ainda que o presidenciável Fernando Lugo também se mostrou cauteloso de qualificar o crime de político.

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