Pelo menos 19 pessoas morreram e 56 ficaram feridas nesta quarta-feira em um atentado com carro-bomba em um mercado em uma região normalmente tranquila do sul do Iraque, segundo um balanço definitivo divulgado por fontes médicas, a três semanas da retirada das tropas americanas das cidades do país.

"O balanço definitivo é de 19 mortos e 56 feridos", declarou à AFP Mohammed Abdel Reza, diretor dos serviços de emergência do hospital de Nasiriya, 350 km ao sul de Bagdá.

O anúncio retifica o balanço anterior, anunciado pelas autoridades provinciais, que registrava 30 mortos no ataque contra um mercado da cidade de Batha, 40 km ao oeste de Nasiriya.

"Aconteceu uma grande explosão e eu desmaiei", contou Farhan Fadel, comerciante de 31 anos, que quebrou o pé, no hospital central de Nasiriya.

"Foi uma grande explosão, dezenas de amigos morreram ou ficaram feridos. Tinha muita fumaça", afirmou Hassan Ali, um iraquiano de 44 anos que vendia ovos no mercado e foi ferido nas costas e no pescoço.

O chefe de polícia de Batha foi demitido e uma investigação aberta para estabelecer as responsabilidades entre os policiais.

Nasiriya é a capital de Zi Qar, uma província majoritariamente xiita do sul do Iraque, normalmente tranquila.

A região conseguiu permanecer relativamente à margem da violência religiosa nos anos de 2006 e 2007, mas grupos de insurgentes executaram ataques contra as forças da coalizão após a queda do regime de Saddam Hussein em março de 2003.

O atentado acontece a três semanas da retirada das tropas de combate americanas das cidades e povoados do Iraque.

A partir de 30 de junho, os americanos não poderão atuar nestas localidades, exceto com um pedido das tropas iraquianas.

A determinação, que deixa nas mãos das tropas iraquianas grande parte do trabalho em 15 das 18 províncias do país, aumenta os temores de um aumento da violência com a aproximação das eleições legislativas de 30 de janeiro de 2010.

O atentado de Batha aconteceu um dia depois da morte de sete pessoas em dois atentados em Bagdá.

Os ataques continuam frequentes no Iraque, mas o número caiu consideravelmente nos últimos meses.

No entanto, nos últimos três meses os atentados mais violentos são registrados essencialmente nas regiões de maioria xiita.

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