Atentado no Sri Lanka mata 14 e fere ministro e 35 pessoas

COLOMBO (Reuters) - Um atentato suicida executado supostamente por um homem-bomba do grupo Tigres do Tâmil matou 14 pessoas e feriu outras 35, inclusive o ministro das Telecomunicações do Sri Lanka, durante um festival muçulmano no sul da ilha nesta terça-feira, disseram as autoridades. A explosão ocorreu na frente de uma mesquita em Godapitiya, no distrito de Matara, há aproximadamente 160 km do sul da capital Colombo, durante o festival para celebrar o aniversário do profeta Maomé.

Reuters |

"Seis ministros estavam lá, e os terroristas aproveitaram essa oportunidade para nos atingir. Apenas um ministro, Mahinda Wijesekara, ficou ferido", disse à Reuters o ministro dos Recursos Petrolíferos, A.H.M. Fowzie do local afetado.

Wijesekara é ministro dos Correios e das Telecomunicações.

"Cerca de 35 pessoas deram entrada no hospital, entre elas quatro estão seriamente feridas", disse à Reuters o diretor do hospital Matara, Aruna Jayasekara.

O governo classificou o ataque como "outro ato desesperado" do grupo Tigres do Tâmil.

"O atentado reafirma o fato de que os Tigres do Tâmil são não apenas uma organização terrorista cruel, mas também aqueles que não consideram ou não têm respeito pela religião. Este é um ataque que atingiu deliberadamente a comunidade muçulmana", disse um comunicado.

O grupo Tigres do Tâmil atacou os muçulmanos no passado, e em 1990 exterminou mais de 140 pessoas nas mesquitas no leste do Sri Lanka durante as preces da sexta-feira.

O grupo não foi encontrado para comentar o incidente nesta terça-feira.

"Há pedaços de pernas e mãos no chão da mesquita. Cerca de 15 corpos estavam no local. Há sangue por toda a parte", disse M.A.M. Mashahir, diretor de escola que acompanhava 30 estudantes na celebração.

(Reportagem de Ranga Sirilal e Shihar Aneez)

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