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Atentado no Iêmen faz Bush lembrar que EUA estão em guerra com extremistas

Washington, 17 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, citou hoje o atentado contra a embaixada americana em Sana, capital do Iêmen, onde morreram pelo menos 16 pessoas, para lembrar que o país continua "em guerra com os extremistas".

O atentado "serve para lembrar que estamos em guerra com os extremistas que matarão gente inocente para alcançar seus objetivos ideológicos", declarou Bush após se reunir com o ex-comandante-em-chefe das tropas americanas no Iraque, o general David Petraeus.

Um comando supostamente ligado à organização terrorista Al Qaeda, segundo fontes policiais, perpetrou hoje um ataque com dois veículos contra o complexo no qual está a embaixada americana.

O Departamento de Estado dos EUA disse que o ataque tem "todas as características" de uma ação da Al Qaeda.

"Este último ataque nos incita a redobrar nossos esforços para eliminar a Al Qaeda e seus filiados do mundo todo", afirmou o candidato democrata à Casa branca, Barack Obama.

Ele fez uma chamada ao fortalecimento dos serviços de inteligência e das forças de segurança em países como o Iêmen, "na primeira linha da luta contra o terrorismo".

Segundo o presidente Bush, um dos objetivos dos extremistas é fazer com que os EUA "percam o controle e se retirem de algumas regiões do mundo".

Embora não tenha mencionado explicitamente, Bush fez referência ao Iraque, onde o país tem desdobrados 146 mil soldados, cujo futuro é um dos principais temas de debate na campanha para as eleições presidenciais de novembro.

A Casa Branca reitera que não vai impor "calendários artificiais" para a retirada das tropas e que, ao invés disso, escutará os comandantes militares no local antes de tomar uma decisão.

Obama é favorável a uma retirada gradual das tropas ao longo de um ano e meio. Já o candidato republicano, John McCain, apóia a posição do Governo Bush e não rejeita uma longa estadia das Forças Armadas no Iraque.

Em sua avaliação sobre a situação no Iraque na última semana, Bush anunciou uma pequena retirada, de oito mil soldados, nos próximos seis meses e deixou a decisão sobre a saída dos outros para o seu sucessor, que vai assumir no dia 20 de janeiro de 2009.

Embora nenhum dos dois tenha falado sobre isso, certamente o assunto foi destaque hoje na reunião entre Bush e o general Petraeus, que passa a assumir o Comando Conjunto Central das forças americanas, com jurisdição sobre Oriente Médio e Afeganistão.

A nomeação dele para este cargo, considerado chave na melhora da situação no Iraque e no aumento de tropas registrado no último ano, é um sinal de que os EUA planejam reforçar sua atenção sobre o Afeganistão, onde o movimento talibã ressurgiu com intensidade.

Na última semana, Bush anunciou o envio de uma brigada adicional ao Afeganistão.

No Iraque, Petraeus será substituído pelo general Raymond Odierno, seu braço direito e que terá como um dos trabalhos acomodar as tropas para assimilar a retirada dos oito mil soldados antes de fevereiro.

Em sua mensagem de despedida no Iraque, Petraeus disse que preferia não prever qual será o futuro desse país.

"Não sou otimista nem pessimista, porque vejo os assuntos com realismo", disse.

Ele lembrou também que as forças de combate americanas saíram das cidades em 13 das 18 províncias do Iraque e que o Exército iraquiano assumiu a segurança em 11.

Segundo Petraeus, o Iraque foi testemunha de "um progresso drástico" nos níveis de violência. EFE mv/rb/rr

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