Atentado no Iêmen deixa ao menos 17 mortos durante procissão

Ataque em reduto xiita é atribuído por líder tribal à Al-Qaeda da Península Arábica, braço da rede de Bin Laden no país

iG São Paulo |

Um atentado suicida durante uma procissão religiosa em um reduto da rebelião xiita zaidita, no norte do Iêmen, matou ao menos 17 pessoas.

O atentado, atribuído à Al-Qaeda por um líder tribal, pode fragilizar ainda mais o cessar-fogo estabelecido há nove meses entre o poder central em Sanaa e os rebeldes xiitas zaiditas do norte, que deu fim a um ciclo de seis meses de violência.

"Um atentado com carro-bomba teve como alvo um comboio de automóveis xiitas na província de Al-Jawf", afirmou o porta-voz dos rebeldes, Mohamed Abdel Salam.

O ataque aconteceu no momento em que os zaiditas se preparavam para celebrar a festa de Al-Ghadir -  que para os xiitas representa o dia em que Ali, primeiro imã dos xiitas e genro do profeta Maomé, foi designado como sucessor deste.

Os fiéis estavam reunidos em uma estrada que vai até o local da celebração em Al-Jawf, na fronteira com a província de Amran, outro reduto da rebelião zaidita, chamada de huthia em referência a seu líder Abdel Malak al-Huthi.

O porta-voz dos rebeldes disse que o ataque foi um atentado suicida, mas não acusou ninguém diretamente. Um líder tribal de Al-Jawf acusou a Al-Qaeda, grupo contrário aos xiitas.

A Al-Qaeda da Península Arábica, braço da Al-Qaeda no Iêmen, tem aumentado suas ações desde o ano passado, ameaçando e executando ataques contra alvos do governo e estrangeiros dentro do país. No exterior, o braço da rede de Osama bin Laden tentou enviou dois pacotes-bomba para os Estados Unidos, que foram interceptados nos Emirados Árabes Unidos e no Reino Unido.

O governo dos Estados Unidos se comprometeu a ajudar o governo iemenita para lutar contra a organização.

Reduto

A província de Al-Jawf fica ao leste de Sadah, principal bastião dos rebeldes.

Na terça-feira, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) manifestou inquietação com a "escalada alarmante" dos combates no norte do Iêmen, perto da fronteira como a Arábia Saudita.

Os zaiditas iemenitas, majoritários no norte, denunciam preconceito político, social e religioso.

*Com AP e AFP

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