Atentado no coração do turismo da Índia deixa 60 mortos

Nova Délhi, 13 mai (EFE) - Pelo menos 60 pessoas morreram e outras 150 ficaram feridas em um múltiplo atentado cometido no coração turístico da Índia, a cidade rosa da capital do Rajastão, Jaipur. A chefe do Governo do estado do Rajastão (noroeste), Vasundhara Raje, confirmou à agência PTI a morte de 60 pessoas e a existência de 150 feridos em diferentes graus, na série de explosões registradas dentro da amuralhada cidade rosa, o centro histórico de Jaipur. Pelo menos 60 pessoas foram assassinadas e mais que o dobro disso ficaram feridas. É incrível, disse à agência Ians o secretário de Informação do local, Rohit Singh, que confirmou que se trata de um ataque terrorista.

EFE |

Os artefatos, de média ou baixa potência segundo fontes policiais, explodiram em pontos muito movimentados como bazares e templos a partir das 19h (10h30 em Brasília) e de forma consecutiva nos quinze minutos seguintes.

Segundo o inspetor geral de Polícia de Jaipur, Pankaj Singh, oito bombas explodiram em seis diferentes pontos da cidade, todos eles muito próximos.

Singh disse que os explosivos foram colocados em "rickshaws", os populares triciclos indianos, mas outras fontes mencionaram bicicletas e até mesmo um carro-bomba.

Uma nona bomba pôde ser desativada perto de um templo hindu, acrescentou Singh.

As explosões causaram pânico na multidão aterrorizada que estava reunida no centro de Jaipur, que, a essa hora, costuma estar cheio de pessoas e turistas fazendo suas compras em suas ruas povoadas de bazares.

Uma das bombas foi colocada no Badi Chaupar, o principal cruzamento da "cidade rosa", próximo ao Hawa Mahal ou Palácio dos Ventos, jóia arquitetônica do século XVIII, que não sofreu danos pela explosão.

As outras foram detonadas nas duas avenidas que se abrem em direção ao oeste e ao sul a partir do Badi Chaupar, as dos bazares de Tripolia e Johari.

Um dos alvos dos terroristas foi um templo dedicado ao deus-macaco hindu Hanuman no bazar de Tripolia, que, por ser terça-feira, reunia hoje uma multidão de devotos.

Também explodiu uma bomba na porta de Sanganeri, que dá acesso à cidade amuralhada pelo bazar de Johari.

Fontes de Interior atribuíram o atentado ao grupo islâmico Harkat-ul-Jihad-al-Islami, com base na vizinha Bangladesh, e admitiram que as autoridades foram pegas de surpresa, segundo a "PTI".

Enquanto os feridos eram levados a hospitais, a Polícia isolou imediatamente a cidade de Jaipur e desdobrou reforços.

O secretário de Informação do Rajastão afirmou que é possível que o ataque pretenda instigar o ódio entre muçulmanos e hindus, duas comunidades que compartilham vida e negócio na "cidade rosa".

Fontes de Inteligência destacaram à rede de televisão "NDTV" que se trata de um ataque meticulosamente planejado, com pontos muito bem escolhidos para causar o máximo dano possível.

O atentado levou as autoridades de várias cidades, entre elas Délhi e Mumbai, a aumentar o alerta de segurança.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e a presidente do país, Pratibha Patil, condenaram imediatamente o atentado.

Singh pediu calma à população indiana e garantiu a ajuda do Governo às autoridades do Rajastão e às famílias afetadas, segundo um comunicado oficial.

Já o primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, condenou hoje energicamente o atentado.

Em um breve comunicado de seu escritório, Gillani disse que o Paquistão condena todos os atos terroristas e apostou em lutar junto à comunidade internacional para erradicar o fenômeno do terrorismo.

O atentado foi o mais violento registrado no estado do Rajastão, que a cada ano recebe a visita de milhões de turistas indianos e estrangeiros.

Jaipur faz parte do conhecido "triângulo dourado" junto à capital do país, Délhi, e a cidade de Agra, onde fica o mausoléu Taj Mahal.

EFE ja/db

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