Adis-Abeba, 14 abr (EFE).- Pelo menos duas pessoas morreram hoje na capital da Etiópia após a detonação de dois artefatos explosivos, em evento atribuído, pelas autoridades etíopes, a terroristas da vizinha Eritréia, segundo fontes oficiais.

Bereket Simon, conselheiro do primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, disse à agência Efe que as explosões ocorreram no bairro de Haya Hulet e foram provocadas por bombas com um alcance parecido ao de minas antipessoais.

As explosões foram registradas por volta das 18h30 locais (12h30 de Brasília) e, além dos dois mortos, deixaram vários feridos.

Os atentados ocorreram um dia depois das eleições locais na Etiópia, que transcorreram com normalidade, segundo fontes oficiais, apesar de a oposição ter decidido boicotar a votação alegando intimidação do Governo.

Simon disse não considerar que as explosões de hoje tenham sido responsabilidade de militantes da oposição e as atribuiu a "terroristas eritreus", que já cometeram atentados parecidos na Etiópia anteriormente.

Os artefatos foram colocados em áreas de grande movimento de pessoas na capital etíope. "O objetivo era matar civis", acrescentou o conselheiro.

Em 13 de março, oito pessoas morreram e outras 26 ficaram feridas depois da explosão de uma bomba colocada em um ônibus em Humera, uma remota localidade do noroeste da Etiópia. Naquela época, as autoridades locais disseram que terroristas eritreus estavam por trás do crime.

A Eritréia se emancipou da Etiópia em 1993, após um sangrento conflito civil que durou cerca de 30 anos.

Em 1997, os dois vizinhos entraram em guerra por causa de uma disputa fronteiriça que terminou com mais de 100 mil mortos dos dois lados.

Apesar de o conflito ter terminado em 2000 com um acordo de paz e uma demarcação oficial das fronteiras, a tensão continua e já provocou várias combates menores entre tropas de ambos os países.

EFE aj-ag/bba/fb

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