Atentado múltiplo contra núcleos comerciais de Nova Délhi mata 20 pessoas

(atualiza o número de vítimas e acrescenta detalhes do atentado) Nova Délhi, 13 set (EFE) - Três dos principais e mais movimentados núcleos comerciais e de lazer de Nova Délhi foram alvos hoje de um atentado múltiplo que matou pelo menos 20 pessoas e deixou dezenas de feridos, segundo fontes dos serviços de emergência. O porta-voz policial Rajan Bhagat declarou à Agência Efe que foram registradas cinco explosões, nas quais pelo menos 15 pessoas morreram e 55 ficaram feridas, mas fontes hospitalares citadas pela agência Ians elevaram o número de mortos para 20. As explosões começaram às 18h15 hora local (9h45 em Brasília) e aconteceram em um intervalo de 30 a 40 minutos, um tipo de atentado que já sofreram este ano outras grandes cidades indianas como a turística Jaipur, Bangalore e Hyderabad. A primeira explosão ocorreu no mercado Ghaffar, especializado em telefones celulares, no bairro de Karol Bagh, no norte de Nova Délhi, onde 13 pessoas morreram e 40 ficaram feridas, segundo a Ians. Os primeiros resultados da investigação indicam que a bomba estava colocada debaixo de um riquixá, o popular triciclo motorizado indiano, que foi pelos ares e se enganchou em fios de alta tensão, o que tornou a explosão mais mortífera. O riquixá voou pelos ares com a força da explosão e vi corpos voando em todas as direções, descreveu Roshan Lal, uma testemunha no mercado Ghaffar, à Ians. As explosões seguintes foram registradas na região de Connaught P...

EFE |

Os feridos foram transferidos para vários hospitais de Nova Délhi enquanto a Polícia evacuava as zonas atacadas.

"Como todas as bombas estavam em mercados movimentados, pedimos às pessoas que os evacuem e fiquem em casa como medida de precaução", disse à "PTI" o policial E. S. Dadwal.

A notícia do atentado transformou Nova Délhi em uma cidade deserta, com lojas, restaurantes e boates fechados ao público.

Um vendedor de tapetes, Umar, descreveu também ruas vazias e portas fechadas no pub ao qual vai todos os sábados.

Segundo Bhagat, a Polícia encontrou três bombas que não explodiram, duas em Connaught Place e uma nas proximidades da Porta da Índia, um dos monumentos de Nova Délhi mais emblemáticos situado no centro, onde está a maioria das principais instituições oficiais.

Baghat acrescentou que a Polícia está interrogando "várias pessoas" e tem "provas vitais" para esclarecer o atentado.

O grupo Indian Mujahedin, uma suposta nova denominação do ilegal Movimento Estudantil Islâmico da Índia (Simi, em inglês), reivindicou a autoria do atentado em um e-mail à imprensa, como fez nos últimos ataques registrados este ano em várias cidades indianas que a Polícia não conseguiu esclarecer.

Tanto o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, quanto a presidente do Partido do Congresso, Sonia Gandhi, a presidente indiana, Pratibha Patil, e a prefeita de Nova Délhi, Aarti Mehra, condenaram o atentado e pediram calma aos cidadãos.

Os terroristas "não podem matar o espírito da cidadania", disse Mehra, entrevistada pela rede de televisão "NDTV".

Gandhi visitou os feridos em hospitais, enquanto o Governo central e o de Nova Délhi anunciaram compensações para as vítimas.

Nova Délhi sofreu vários atentados nos últimos anos, o mais violentos em 29 de outubro de 2005, quando 50 pessoas morreram na explosão de três bombas em três mercados populares de Nova Délhi.

Após o atentado de hoje, o Ministério do Interior pediu a todos os estados indianos que aumentem as medidas de segurança e às três regiões em torno de Nova Délhi que elevem seu nível de alerta. EFE ja/wr/db

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