Atentado mata ao menos 10 e fere 86 no Sri Lanka

Nova Délhi, 16 mai (EFE) - Pelo menos dois civis e oito agentes morreram e outras 86 pessoas ficaram feridas em um atentado contra um ônibus da Polícia em pleno centro de Colombo, informou hoje o Ministério de Defesa cingalês em comunicado.

EFE |

A explosão ocorreu ao meio-dia local (3h de Brasília) e atingiu um ônibus policial estacionado na estrada Loto, perto de um posto de controle, segundo a nota.

O ministério indicou que entre os feridos estão 30 policiais, seis soldados e 50 civis.

A nota acrescenta que o tráfego era mais intenso hoje, já que segunda e terça-feira são feriados no Sri Lanka e os cidadãos de Colombo queriam aproveitar para comemorar.

No local do atentado estavam três veículos policiais: o ônibus contra o qual foi dirigido o ataque e dois caminhões equipados com canhões lançadores de água.

O Ministério da Defesa indicou que o motorista suicida já tinha sido visto dirigindo antes do atentado e apontou a suspeita de que estivesse buscando um alvo para cometer seu ataque.

Uma fonte do Ministério da Defesa consultada pela Agência Efe atribuiu o atentado aos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), a guerrilha que luta pela independência do norte do Sri Lanka.

Por seu lado, o site afim aos rebeldes, "Tamilnet", informou que um veículo que carregava uma bomba "se chocou contra um ônibus que transportava policiais antidistúrbios" a caminho de uma cerimônia oficial.

Segundo a fonte rebelde, o atentado ocorreu nas proximidades da secretaria presidencial do Sri Lanka, onde o presidente do país, Mahinda Rajapakse, tinha previsto assistir ao juramento dos membros eleitos do Conselho provincial do Leste, uma região sob controle da guerrilha até o ano passado.

O pleito, realizado em 10 de maio, teve várias irregularidades e contou com a oposição dos LTTE, que tentaram boicotá-los um dia antes com um atentado em um restaurante no qual 11 civis morreram.

Os "tigres" tâmeis lutam há mais de duas décadas para conseguir um Estado independente nas regiões do leste e do norte do país, onde a etnia tâmil é majoritária, frente à cingalesa, que domina o resto da ilha do Índico. EFE daa/mh/db

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