Atentado em Peshawar deixa 9 mortos e 62 feridos

O atentado com carro-bomba de terça-feira à noite contra um hotel cinco estrelas de Peshawar (noroeste do Paquistão) deixou pelo menos 9 mortos e 62 feridos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades, que prosseguem nas buscas por vítimas nos escombros.

AFP |

O número anterior, de 18 mortos, foi revisto, uma vez que as primeiras informações foram transmitidas "numa situação de urgência".

Ao mesmo tempo, as Forças Armadas paquistanesas confirmaram a abertura de uma nova frente de combate aos talibãs.

"O atentado do Pearl Continental é uma resposta à ofensiva de Swat e não descartamos o aumento deste tipo de ataques", declarou à AFP o ministro da Informação da Província do Noroeste, Mian Iftijar Husain, em referência à ofensiva das Forças Armadas contra os rebeldes no noroeste do país.

Em menos de sete meses, sete atentados foram cometidos em Peshawar, uma cidade de mais de 2,5 milhões de habitantes.

O ataque de Peshawar ainda não foi reivindicado. Pelo menos dois terroristas avançaram com um caminhão com 500 quilos de explosivos contra o hotel.

Duas vítimas eram funcionários da ONU: o sérvio Aleksandar Vorkapic, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e a filipina Perseveranda So, que trabalhava para o Unicef.

Em Nova York, o secretário-geral da ONU condenou o atentado de Peshawar.

"Temo que entre oito e 10 pessoas continuem presas nos escombros", declarou o policial Shafiullah Khan.

A explosão lembrou o atentado que destruiu por completo o Marriott, o maior hotel de Islamabad, a capital do país, em 20 de setembro de 2008, quando um caminhão-bomba matou 60 pessoas.

Quase 2.000 paquistaneses morreram em menos de dois anos em mais de 230 atentados, a maioria suicidas, cometidos por insurgentes islamitas que decretaram a jihad (guerra santa), assim como o líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, pelo apoio do Paquistão à guerra antiterrorista dos Estados Unidos.

Na batalha sem trégua contra os talibãs, as Forças Armadas paquistanesas confirmaram nesta quarta-feira a abertura de uma nova frente contra os talibãs no noroeste do país.

"Iniciamos uma operação em Khani Khel", afirmou uma fonte militar que pediu anonimato a respeito do povoado no distrito de Banu, que fica nas proximidades das zonas tribais semiautônomas do Waziristão do Norte e do Sul.

As autoridades anunciaram que a operação teve início depois que o governo paquistanês solicitou a líderes tribais a entrega dos talibãs responsáveis pelo sequestro de dezenas de estudantes em maio.

Segundo fontes militares, 20 rebeldes morreram nos bombardeios e a casa de um líder talibã foi destruída.

Centenas de talibãs e de membros da Al-Qaeda se refugiaram nas zonas tribais do Paquistão depois que o regime talibã foi derrubado do vizinho Afeganistão por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, no fim de 2001.

Desde então, os islamitas radicais ampliaram sua influência ao leste das zonas tribais, até o vale de Swat, e se aproximaram de Islamabad, capital do Paquistão.

Os talibãs advertiram várias vezes que intensificariam a campanha de atentados para vingar os mortos na ofensiva das Forças Armadas paquistanesas.

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