Atentado em Madri, possível resposta do ETA ao veto judicial

A explosão de um carro bomba nesta segunda-feira, em uma área de negócios no leste de Madri, que causou danos, mas não feridos, foi atribuído pelo governo espanhol ao ETA, que pode ter usado o atentado para responder à decisão judicial que anulou as candidaturas dos partidos independentistas.

AFP |

O ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, interpretou o ataque como uma reação do ETA à decisão do Supremo Tribunal espanhol de impugnar as candidaturas dos partidos independentistas bascos D3M (Democracia Três Milhões) e Askatasuna às eleições regionais no País Basco (norte), maracadas para o dia 1º de março.

As duas formações são consideradas testas-de-ferro do Batasuna, braço político do ETA, declarado ilegal em 2003.

O chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, condenou o ato de forma "absoluta e total", em uma entrevista coletiva junto com a presidente argentina, Cristina Kirchner, em sua primeira visita de Estado à Espanha.

Sobre a decisão do Supremo Tribunal, Zapatero destacou que "é de supor que os violentos, os que praticam a violência terrorista e aqueles que a apóiam ou reproduzem têm o caminho cada vez mais estreito".

Já o presidente do governo regional basco, o nacionalista moderado Juan José Ibarretxe, condenou o atentado da manera "mais enérgica" e disse ao ETA que "desapareça de uma vez por todas".

bur-ot/ap

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG