Atentado em Jerusalém deixa 1 morto e 19 feridos

(atualiza número de vítimas e acrescenta detalhes do ataque) Jerusalém, 22 set (EFE) - Pelo menos 15 soldados israelenses e quatro civis ficaram feridos hoje quando um carro, cujo motorista foi morto a tiros, foi jogado contra uma unidade militar que estava na Praça Tzahal de Jerusalém, informaram fontes policiais.

EFE |

O motorista do veículo morreu pelos disparos de um dos cerca de 20 soldados que formavam o grupo atacado, acrescentaram as fontes.

Dos feridos, dois se encontram em estado grave, enquanto os outros apresentam ferimentos leves ou moderados.

Um dos feridos estava estendido em frente às rodas dianteiras do veículo, que acabou indo parar em um edifício da praça, segundo pôde verificar a Agência Efe.

Os soldados pertencem a um corpo de artilharia que se dirigia ao Muro das Lamentações em torno das 23h (17h em Brasília).

O autor do ataque é um palestino de Jerusalém Oriental que dirigia um BMW preto com placa israelense, à qual têm acesso todos os moradores da cidade, informou o porta-voz policial israelense, Micky Rosenfeld.

Segundo a televisão israelense, o carro do agressor está registrado em Jabel Mukaber, um povoado árabe de Jerusalém Oriental do qual também provinha o palestino que, em março, entrou em uma escola religiosa da cidade e matou a tiros oito judeus.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, pediu em comunicado que sejam acelerados os trâmites para demolir a casa da família do agressor, uma prática reeditada há alguns meses, apesar de a cúpula militar ter pedido seu fim há anos por afirmar que não tem efeito dissuasório.

O fato ocorreu na Praça Tzahal, situada justo no meio da "linha verde", a fronteira imaginária que separava Jerusalém até a Guerra dos Seis Dias de 1967, em frente ao Portão de Jaffa, de acesso à antiga cidadela amuralhada.

Pouco depois, grupos de jovens ultra-ortodoxos e ultranacionalistas judeus se reuniram na zona e tentaram agredir jovens árabes.

Além disso, os ultranacionalistas se detiveram junto à estrada que leva à antiga "linha verde", cuspindo e atirando pedras contra veículos dirigidos por árabes.

Dezenas de pessoas bloquearam o tráfego na estrada à altura do Portão de Jaffa, e gritavam "morte aos árabes". EFE ap/db

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