Atentado em hotel deixa 11 mortos no Paquistão

Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 46 ficaram feridas nesta terça-feira num atentado cometido em um hotel de luxo de Peshawar, no noroeste do Paquistão, perto da zona dos combates entre o exército e os talibãs ligados à Al-Qaeda.

AFP |

"Onze pessoas morreram e 46 ficaram feridas" no hotel cinco estrelas Pearl Continental, no centro de Peshawar, declarou à AFP o chefe da polícia da província, Malik Naveed, temendo que o número de mortos aumente ainda mais.

Mais cedo, Sahibzada Anees, o responsável pela administração desta cidade de 2,5 milhões de habitantes, mencionara sete mortos e 34 feridos.

"A bomba estava escondida em um veículo de entregas", destacou à AFP o oficial de polícia Abdul Ghafoor Afridi.

"A explosão deixou uma profunda cratera e destruiu uma parte do hotel", informou um jornalista da AFP no local.

"Foram utilizados mais de 500 kg de explosivos", frisou à AFP outro dirigente da polícia, Shafqat Malik.

Dois estrangeiros estão entre os feridos, ressaltou o jornalista da AFP.

Há muito tempo que os turistas estrangeiros não frequentam mais o Pearl Continental, mas membros de algumas ONGs que continuam trabalhando em Peshawar constumam se encontrar lá para jantar.

A polícia estava tentando no início da tarde entrar aos poucos no estabelecimento, temendo a presença de terroristas no local.

Segundo testemunhas e fontes de segurança, tiros foram ouvidos antes da explosão.

Este atentado lembra o que destruiu completamente o Marriott, o maior hotel de Islamabad, no dia 20 de setembro de 2008, quando um camicase detonou um caminhão abarrotado com mais de uma tonelada de explosivos, matando 60 pessoas.

O atentado de Peshawar foi praticado num momento em que as forças paquistanesas intensificaram a pressão sobre os talibãs. O exército conduz desde o fim de abril uma ofensiva para expulsar os talibãs do vale do Swat e de seus arredores, no noroeste do país. O governo paquistanês vem sendo muito pressionado pelos Estados Unidos, preocupados com o avanço dos combatentes fundamentalistas na única potência nuclear militar do mundo muçulmano.

No vale do Swat, os militares afirmam terem matado mais de 1.350 talibãs em seis semanas, e perdido apenas 113 soldados. Estes números não são verificáveis por fontes independentes, já que o acesso à zona dos combates é proibido.

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