Atentado em formatura na Somália mata 18, incluindo 3 ministros

Um suicida disfarçado de mulher detonou explosivos que levava presos ao corpo nesta quinta-feira e matou pelo menos 18 pessoas em Mogadíscio, capital da Somália, incluindo três ministros do país africano. O correspondente da BBC Mohammed Olad Hassan disse que a explosão ocorreu num salão do hotel Shamo, que estava lotado devido à cerimônia de formatura de estudantes de medicina de uma universidade local.

BBC Brasil |

De acordo com o ministro da Informação somali, Dahir Mohamud Gelle, o suicida usava uma roupa de mulher "completa, com um véu e sapatos femininos".

Dos cinco ministros que participavam da cerimônia, morreram a ministra da Saúde, Qamar Aden Ali, o ministro da Educação, Ahmed Abdulahi Waayeel, e o ministro da Educação Superior, Ibrahim Hassan Addow. Três jornalistas também estariam entre os mortos.

O corresponde da BBC disse ter visto vários corpos colocados no chão, do lado de fora do hotel, que fica no centro da capital somali.

Também segundo Hassan, havia poucas forças de segurança dentro do hotel - os guarda-costas dos ministros estavam todos do lado de fora.

O presidente da Somália, Sharif Sheikh Ahmed, descreveu o ataque como um "desastre nacional".

Pouca segurança
De acordo com o correspondente da BBC para o leste da África Will Ross, o alvo do ataque pode ter sido o grupo de autoridades do governo de transição da Somália.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas grupos islâmicos lutam contra o governo da Somália, que conta com o apoio da ONU. Estes grupos controlam várias áreas do país.

As tropas do governo são frequentemente atacadas pelo grupo militante Al-Shabab, que é suspeito de ter ligação com a organização Al-Qaeda.

O Shamo é um dos hotéis mais usados pelos poucos estrangeiros, funcionários de entidades humanitárias, jornalistas e diplomatas que visitam Mogadíscio. Ele fica em uma das pequenas áreas da cidade controlada pelo governo, a apenas um quilômetro de uma base da força de paz da União Africana.

O comandante interino da força, Wafula Wamunyini, condenou o ataque, afirmando que o objetivo foi "intimidar e chantagear" o governo.

A Somália vive sem a autoridade de um governo central desde 1991. Um governo nacional apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) controla apenas partes da capital do país.

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