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Atentado em Cabul mata 12 durante posse de novo Governo

Naweed Haidary. Cabul, 18 jan (EFE).- Doze pessoas morreram hoje e várias dezenas ficaram feridas em um ataque de comandos talibãs em diferentes pontos da cidade de Cabul, enquanto o novo Governo afegão tomava posse.

EFE |

O ataque começou por volta das 10h (3h30 de Brasília), no momento do início da cerimônia de juramento, quando um grupo de quatro insurgentes entrou em um centro comercial no coração de Cabul, cercado por várias das principais sedes oficiais do país.

Das posições que tomaram no complexo, de sete andares, o comando atacou com um foguete o Banco Central e, com outro, o luxuoso hotel Serena - ambos os edifícios receberam o impacto. Também disparou contra o Ministério da Justiça, segundo as versões obtidas pela Agência Efe de diversas fontes oficiais.

Também houve uma explosão no adjacente Palácio Presidencial, onde Karzai tinha reunido os 14 ministros de seu novo Governo - ainda incompleto - para fazer o juramento.

A cerimônia foi cancelada, mas o juramento foi feito, após o qual o Gabinete realizou sua primeira reunião em meio à crise na cidade, segundo um porta-voz presidencial.

No centro comercial, as forças de segurança mantiveram um confronto armado durante quase seis horas com os atacantes, dois dos quais foram mortos, enquanto os outros dois detonaram a carga explosiva que levavam.

O edifício do centro comercial pegou fogo e ficou seriamente danificado nesta ação, que aconteceu, simultaneamente, com outros ataques em outros pontos da cidade.

Um carro dirigido por um suicida explodiu perto do Ministério de Assuntos Exteriores, um segundo centro comercial próximo foi atacado com foguetes e houve um novo enfrentamento entre as forças de segurança e outro grupo de três ou quatro talibãs entrincheirados dentro de um cinema.

Também foi registrada uma explosão, sem vítimas, em frente a outro cinema de Cabul, a aproximadamente um quilômetro de distância do ponto principal do atentado.

O presidente afegão, Hamid Karzai, emitiu um comunicado afirmando que a situação estava "sob controle" e a "ordem, restaurada", enquanto continuavam os enfrentamentos no cinema próximo ao primeiro complexo comercial atacado.

Segundo o Ministério da Saúde, cinco pessoas morreram no múltiplo atentado, incluindo uma criança, e os outros eram agentes de segurança, enquanto 38 ficaram feridas.

O Ministério da Defesa afirmou que sete atacantes morreram na ação, a mais ousada dos últimos tempos na cada vez mais insegura Cabul, que hoje tinha segurança extra por ocasião da cerimônia de posse.

O porta-voz talibã Zabiullah Mujahid disse que 20 de seus homens, alguns deles suicidas, participaram do atentado e que o alvo era os edifícios governamentais, incluindo o Palácio Presidencial.

Mujahid confirmou que a explosão registrada perto do Palácio Presidencial foi a ação de um suicida.

Em comunicado, a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) disse que estava "cooperando estreitamente" com as forças afegãs "para conter" o atentado.

Enquanto durou o ataque, o centro de Cabul ficou isolado e foi sobrevoado por helicópteros, enquanto franco-atiradores se posicionavam em pontos essenciais. Edifícios governamentais e hotéis fecharam suas portas.

A ação terrorista corrobora a manifesta intenção da insurgência talibã de manter sua luta, apesar das ofertas de reconciliação e ajudas à reintegração de Karzai, que está preparando um plano nesse sentido para apresentar na conferência sobre o Afeganistão que será realizada em 28 de janeiro, em Londres.

A iniciativa, que conta com o apoio da Administração do presidente americano, Barack Obama, foi rejeitada neste fim de semana pelos talibãs, que a qualificaram de plano "trôpego" que será um "completo fracasso" e não conseguirá "enfraquecer" o movimento insurgente.

Em Nova Délhi, aonde chegou hoje procedente de Cabul, o enviado especial dos EUA para o Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, condenou o atentado como a obra de alguns "desesperados" e "impiedosos".

"Os que fazem isso não sobreviverão ao ataque nem terão êxito.

Mas podemos esperar coisas assim com regularidade", acrescentou o diplomata, segundo a agência indiana "Ians". EFE nh-ja/an

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