Atentado do Taleban mata seis estudantes de medicina em Cabul

De acordo com o serviço de inteligência afegão, dois terroristas suicidas entraram no hospital na capital do Afeganistão

iG São Paulo |

Ao menos seis estudantes de medicina morreram e 23 pessoas ficaram feridas em um atentado a bomba duplo contra um hospital na capital do Afeganistão, Cabul. Uma fonte do serviço de inteligência afegão disse à BBC que dois terroristas suicidas entraram no hospital Charsad Bestar.

AP
Movimentação em frente ao hospital após atentado, neste sábado

Um deles explodiu na cantina próxima à ala militar do hospital. O corpo do outro suicida não foi encontrado. O grupo extremista islâmico Taleban assumiu a autoria do atentado.

Um médico do hospital disse que era hora do almoço no momento do ataque. "Assim que a primeira explosão ocorreu, todo mundo começou a correr da cafeteria. Ficamos trancados em nossas salas porque o outro suicida ainda estava em algum lugar".

O Charsad Bestar tem 400 leitos e foi construído na década de 1970. O hospital tratava soldados feridos durante a ocupação soviética do Afeganistão, feridos durante a guerra civil que se seguiu no país e, mais recentemente, líderes seniores do Talebã e da Al-Qaeda.

Após a queda do Taleban, países ocidentais investiram milhões de dólares no hospital, melhorando suas instalações e comprando equipamento de última geração, além de equipar o local com ambulâncias.

Seis estudantes de medicina morreram e outros 23 ficaram feridos em um ataque a um hospital militar no Afeganistão neste sábado. Informações preliminares apontam a responsabilidade para homens-bomba do Talibã.

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA)  ressaltou que "os ataques contra equipes médicas e hospitais são estritamente proibidos de acordo com a lei humanitária internacional", disse em um comunicado. "Todo os integrantes de equipes médicas e instalações devem ser respeitados e protegidos em todas as circunstâncias".

Mohammad Hakim, que vende frutas nas proximidades do hospital, contou ter ouvido uma "grande explosão". "Eu caí no chão", afirmou, acrescentando que "a polícia chegou tarde ao local, meia hora após a explosão".

As estradas para o hospital foram bloqueados e as forças de segurança afegãs isolaram o local. Parentes de pacientes que estavam dentro do hospital se reuniram nas proximidades tentando descobrir se seus familiares estavam a salvo.

 * com informações da BBC e da AFP

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