Atentado deixa pelo menos 51 mortos no Iraque

Pelo menos 51 pessoas morreram em um atentado suicida executado durante uma cerimônia fúnebre em uma aldeia do norte do Iraque, onde o grupo terrorista Al-Qaeda está fortemente implantado.

AFP |

Este foi mais um episódio da luta sangrenta entre a célula iraquiana da Al-Qaeda e as tribos sunitas associadas às forças americanas.

Um homem-bomba detonou uma carga explosiva às 11H00 (5H00 de Brasília) entre a multidão reunida no vilarejo sunita de Bu Mohamed, na província de Diyala, 120 km ao sul de Kirkuk, informou o capitão da polícia Abdalah Jasem.

O atentado, o mais sangrento no Iraque em um mês, também deixou 22 feridos. O balanço anterior registrava 45 mortos e dezenas de feridos.

Dezenas de pessoas assistiam uma cerimônia em memória de dois irmãos, membros de uma milícia que luta contra a Al-Qaeda, mortos dois dias antes.

A família dos irmãos havia sido ameaçada pela Al-Qaeda no Iraque, que não desejava a celebração da cerimônia, informou uma fonte policial.

Imad Abdalah, primo dos falecidos, que sobreviveu à explosão, contou à AFP que o homem-bomba detonou os explosivos na tenda em que os moradores da aldeia davam o último adeus aos irmãos.

"Havia mortos por todas as partes, pedaços de corpos", explicou Abdalah, ainda em estado de choque.

Este é o pior atentado no país desde o ataque de 17 de março na cidade xiita de Kerbala (sul de Bagdá), que deixou 52 mortos.

A tragédia acontece 48 horas depois da terça-feira sangrenta no Iraque, quando vários antentados deixaram mais de 50 mortos em cidades com forte presença da Al-Qaeda.

A aldeia Bu Mohamed, local do massacre desta quinta-feira, fica perto das montanhas de Hamrin, que servem de refúgio a grupos ligados à Al-Qaeda no Iraque.

Uma guerra sem oficiais é travada entre os seguidores de Osama bin Laden e os combatentes sunitas, que se uniram nos últimos meses às tropas americanas no Iraque.

Estes combatentes, pertenecentes a diversas milícias, são em sua maioria ex-insurgentes que lutavam contra os soldados dos Estados Unidos.

Porém, o comando americano conseguiu convencê-los a trocar de lado, com atrativos financeiros, e alistar estes iraquianos na luta contra a Al-Qaeda, ao lado do Exército do Iraque e de unidades americanas,s sobretudo no norte do país.

Os milicianos, que segundo estimativas americanas chegam a 80.000 pessoas, se tornaram alvos preferenciais dos grupos extremistas, que os acusam de traição.

str/fp

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