CABUL - Pelo menos três civis morreram e outros 20 ficaram feridos em um atentado suicida hoje contra um comboio de tropas estrangeiras nos arredores de Cabul, informou um porta-voz do Ministério da Defesa. O ataque acontece às vésperas das eleições presidenciais e provinciais de quinta-feira.

O suicida lançou o carro contra o comboio na estrada que une Cabul a Jalalabad (leste), diante de um prédio público.


Policial afegão observa região do atentado desta terça-feira / Reuters

Palácio Presidencial atacado

Pelo menos dois mísseis caíram nesta terça-feira nos arredores do Palácio Presidencial de Cabul , capital do Afeganistão, sem deixar vítimas. 

O ataque, que se soma a outros semelhantes com foguetes lançados este mês contra a capital, não foi confirmado até o momento pelo governo afegão, nem pela Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), comandada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Testemunhas citadas pela agência de notícias afegã "AIP" disseram que pelo menos um dos projéteis, lançados de uma área ao sul de Cabul, atingiu as instalações presidenciais no centro da capital.

Já o porta-voz taleban Zabihullah Mujahid, que assumiu a responsabilidade da ação, explicou que seus homens tinham lançado um total de quatro mísseis que teriam causado um incêndio no Palácio do chefe de Estado, Hamid Karzai.

Talebans reiteram ameaças

Os rebeldes talebans reiteraram nesta terça-feira as ameaças de ataques contra as eleições presidenciais e provinciais de quinta-feira no Afeganistão, para as quais defendem um boicote.

"O emirado islâmico informa de novo a todos seus compatriotas que ninguém deve participar neste processo para ingênuos, orquestrado pelos americanos. Pelo contrário, devem boicotá-lo", afirma um comunicado dos talebans.

"Todos os mujahedines devem conduzir suas operações contra o inimigo, para fazer fracassar este complô dos inimigos do Islã contra o país", acrescenta a nota.

Ao mesmo tempo, a Otan anunciou a suspensão das operações durante as eleições no Afeganistão.

O anúncio foi feito depois que o governo afegão pediu um "dia de paz", completou a Força Internacional de Assistência para a Segurança (Isaf) da Otan.

A Isaf destacou que apenas as operações consideradas necessárias para proteger a população serão realizadas.

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