Atentado contra mesquita no Irã deixa 19 mortos e 80 feridos

Dezenove pessoas morreram e outras 80 ficaram feridas em um atentado com bomba realizado nesta quinta-feira contra uma mesquita xiita na cidade iraniana de Zahedan, na zona da fronteira com Paquistão e Afeganistão, informaram as autoridades.

AFP |

"Trata-se de um atentado e a bomba foi ativada por um terrorista", declarou à imprensa Ali Mohammad Azad, governador da província de Sistão-Baluchistão, cuja capital é Zahedan.

"A bomba explodiu durante a oração da tarde e matou vários fiéis", destacou o governador.

Os feridos foram levados a vários hospitais da cidade, explicou.

A agência FARS informou que o atentado ocorreu na mesquita de Amir al-Momenin.

O governador Azad revelou que membros de um grupo terrorista foram detidos após o atentado: "se preparavam para explodir bombas em outros locais de Zahedan, mas foram presos graças aos esforços dos serviços secretos da província". "São bandidos e terroristas que tratam de perturbar a ordem na província antes das eleições presidenciais" de 12 de junho.

O aiatolá Abbas Ali Soleymani, que dirigia as orações em Zahedan, disse à imprensa que "um dos principais envolvidos (no atentado) foi detido" e "será castigado em breve diante da mesquita".

Segundo a FARS, a mesquita de Amir al-Momenin é o segundo local de culto xiita de Zahedan. A província do Sistão-Baluchistão tem uma importante minoria sunita.

A mesquita também é um local de "concentração para os xiitas revolucionários", destacou a FARS.

O atentado ocorre alguns dias antes da eleições presidenciais de 12 de junho, nas quais o atual chefe de Estado, o ultraconservador Mahmud Ahmadinejad, enfrenta outros três candidatos.

Na véspera, a República Islâmica lembrou a morte de Fatima Zahra, filha do profeta Maomé e esposa de Ali, o primeiro dos doze imames que os xiitas reconhecem como sucessores diretos do Profeta.

Fatima Zahra é a mãe de dois imames, Hassan e Hussein, muito venerados pelos xiitas.

O Sistão-Baluchistão é palco, há varios anos, de ataques do grupo armado Jundallah (Soldados de Deus), que exige a autonomia da minoria sunita na região.

A zona também é uma das principais rotas de tráfico de drogas entre o Afeganistão e o Oriente Médio, visando os países ocidentais.

Nos últimos anos, uma série de sangrentos atentados sacudiram as cidades da fronteira do Irã onde vivem minorias étnicas, e as autoridades de Teerã acusam Estados Unidos e Grã-Bretanha de fomentar tais ações.

aet/LR/sd

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