Atentado contra hotel paquistanês deixou 18 mortos

O atentado com carro-bomba de terça-feira à noite contra um hotel cinco estrelas de Peshawar (noroeste do Paquistão) deixou pelo menos 18 mortos e 57 feridos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades, que prosseguem nas buscas por vítimas nos escombros.

AFP |

"O atentado do Pearl Continental é uma resposta à ofensiva de Swat e não descartamos o aumento deste tipo de ataques", declarou à AFP o ministro da Informação da Província do Noroeste, Mian Iftijar Husain, em referência à ofensiva das Forças Armadas contra os rebeldes no noroeste do país.

Em menos de sete meses, sete atentados foram cometidos em Peshawar, uma cidade de mais de 2,5 milhões de habitantes.

O ataque de Peshawar ainda não foi reivindicado. Pelo menos dois terroristas avançaram com um caminhão com 500 quilos de explosivos contra o hotel.

Duas vítimas fatais eram funcionários da ONU: o sérvio Aleksandar Vorkapic, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e a filipina Perseveranda So, que trabalhava para o Unicef.

Em Nova York, o secretário-geral da ONU condenou o atentado de Peshawar.

"Temo que entre oito e 10 pessoas continuem presas nos escombros", declarou o policial Shafiullah Khan.

A explosão lembrou o atentado que destruiu por completo o Marriott, o maior hotel de Islamabad, a capital do país, em 20 de setembro de 2008, quando um caminhão-bomba matou 60 pessoas.

Quase 2.000 paquistaneses morreram em menos de dois anos em mais de 230 atentados, a maioria suicidas, cometidos por insurgentes islamitas que decretaram a jihad (guerra santa), assim como o líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, pelo apoio do Paquistão à guerra antiterrorista dos Estados Unidos.

la-sjd/fp

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