Dez civis afegãos morreram e mais de dez ficaram feridos nesta segunda-feira, vítimas de um atentado suicida com carro bomba em uma base americana na província de Khost, no leste do país, anunciou a coalizão liderada pelos Estados Unidos em um comunicado.

Um porta-voz do grupo talibã, Zabihula Mujahed, reivindicou o atentado num telefonema à AFP.

"Os insurgentes explodiram um carro carregado de explosivos do lado de fora de uma base americana na província de Khost, matando nove civis afegãos e ferindo 13, segundo um primeiro balanço", informou a coalizão.

"A explosão não atingiu o interior da base, e as forças de segurança afegãs impediram que um segundo carro explodisse", explica o texto.

Um secretário do governador de Khost, Mohammad Bilal, forneceu o mesmo balanço.

"Foi um atentado com carro bomba em frente às portas do campo (militar) Salerno", declarou.

"Momentos depois, um segundo carro conduzido por um terrorista suicida chegou e tentou explodir. A polícia percebeu e abriu fogo. O motorista saiu do carro e fugiu a bordo de uma motocicleta", explicou Bilal.

O segundo carro foi destruído por especialistas, acrescentou.

As tropas americanas ajudaram a levar os feridos para o hospital da base, onde as vítimas do atentado receberam ajuda médica, informou a coalizão em seu comunicado.

O ataque acontece no dia em que o Afeganistão celebra sua independência da Grã-Bretanha, obtida há 89 anos. Um forte esquema de segurança foi montado na capital para evitar atentados.

O tradicional discurso do presidente Hamid Karzai foi cancelado sem maiores explicações e o ministério da Defesa realizou uma discreta comemoração.

Karzai informou em um comunicado que, com o assassinato de "civis inocentes durante o dia da Independência, os terroristas mostram sua hostilidade contra a liberdade do povo afegão".

Os talibãs da Al-Qaeda foram expulsos do poder durante a invasão americana de 2001. No entanto, conseguiram se reorganizar e inúmeros grupos de combatentes se refugiaram no Paquistão para lançar uma luta armada insurgente que, segundo as fontes militares, atraiu milicianos de outras partes do mundo árabe.

Ultimamente a capital afegã padece de uma série de atentados de extrema gravidade.

O ministro da Educação conseguiu escapar de uma bomba que foi colocada numa estrada no sábado, enquanto dois atentados em separado mataram dois soldados estrangeriros e sete afegãos somente durante este mês.

Durante o último desfile militar em Cabul, em 27 de abril, milicianos talibãs abriram fogo contra a tribuna em que se encontravam Karzai, ministros, diplomatas e outros oficiais.

O presidente saiu ileso, mas três civis e três rebeldes morreram.

Em outro atentado anunciado nesta segunda, uma bomba explodiu um veículo da polícia na província de Nangarhar, matando os dois oficiais que se encontravam a bordo.

A coalizão informou, por sua vez, que matou vários milicianos no domingo em diferentes operações nas províncias de Paktia e Kapisa, mas não forneceram um número exato ou aproximado.

Cerca de 70.000 tropas estrangeias se encontram posicionadas no país asiático para ajudar as forças de segurança a lutar contra a insurgência, cujo alcance vem crescendo nos últimos anos.

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