Atentado contra a polícia na Inguchétia mata 20

Pelo menos 20 pessoas morreram e 60 ficaram feridas em um atentado suicida contra o quartel-general da polícia de Nazran, a principal cidade da Inguchétia, uma república do Cáucaso russo afetada por uma rebelião islamista que multiplica os ataques contra as autoridades.

AFP |

Uma caminhonete repleta de explosivos avançou contra o portão do edifício do estado-maior da polícia municipal e invadiu o pátio. Em seguida foi ouvida uma violenta explosão.

O ataque aconteceu no momento em que os policiais estavam reunidos no local para a mudança de turno.

O porta-voz do presidente da república inguche, Kaloi Ajilgov, informou que 11 crianças estão entre os feridos.

De acordo com o ministério do Interior o veículo transportava pelo menos 50 quilos de TNT, um poderoso explosivo.

O veículo foi detonado nas proximidades do depósito de armas do quartel, o que provocou uma reação em cadeia que aumentou a potência da explosão e aumentou os danos nos prédios civis da região, além de ter atingido 30 carros estacionados do lado de fora.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, determinou que o ministro do Interior, Rachid Nurgaliev, reorganize a estruturas policiais da república caucásia e reforce o número de oficiais, anunciou o Kremlin.

Também foram decretados três dias de luto nacional na Inguchétia a partir desta segunda-feira.

O atentado aconteceu quatro dias depois do Kremlin anunciar que o presidente da Inguchétia, Iunus-Bek Evkurov, reassumiu o poder, apesar de seguir hospitalizado pelos ferimentos sofridos em um atentado em junho.

No hospital em Moscou, Evkurov acusou os islamitas pelo ataque.

"Não há dúvida de que isto foi obra de combatentes que tentam ganhar importância. É uma tentativa de desestabilizar a situação e criar pânico", afirmou Evkurov, que determinou mais medidas de segurança nos prédios públicos da república.

A Inguchétia é um dos sete territórios administrativos denominados "repúblicas" da região do Cáucaso norte, sul da Rússia, a parte mais instável do país.

A república fica na fronteira com a Chechênia e é cenário de uma rebelião inspirada nos movimentos separatistas e islamitas que lutaram contra Moscou durante duas guerras na Chechênia nos anos 90 e no início da década. Os ataques têm como alvos frequentes as autoridades e forças de segurança.

No entanto, como ressaltou o porta-voz presidencial inguche, o ataque desta segunda-feira teve uma potência fora do comum. Ele disse ainda que os hospitais da região não têm sangue suficiente.

Os atentados recentes aumentam o temor de que a situação na Inguchétia esteja fora do controle das autoridades, segundo os analistas.

Na semana passada, o ministro da Habitação da república, Ruslan Amerjanov, foi assassinado dentro do próprio gabinete.

cb-as/fp

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