Atentado atribuído ao ETA fere mais de 60 pessoas na Espanha

MADRI - O caminhão-bomba que explodiu na madrugada desta quarta-feira ao lado de um quartel-residência da Guarda Civil espanhola na cidade de Burgos, no norte da Espanha, deixou mais de 60 feridos e nenhuma vítima fatal. O atentado foi atribuído ao grupo separatista basco ETA.

Redação com agências internacionais |

Segundo as investigações preliminares, a explosão aconteceu por volta das 4h da madrugada (23h de Brasília) e o caminhão estava carregado com pelo menos 200 quilos de explosivos.

A explosão, que deixou um enorme buraco de sete por dois metros no solo, causou danos em sete dos 14 andares das dependências do quartel-residência da Guarda Civil em Burgos, cidade próxima ao País Basco.


Explosão danificou residência militar / Reuters

Fontes policiais consideram que foi "um autêntico milagre" a explosão não ter feito vítimas fatais entre os familiares dos agentes que dormiam em suas casas quando a caminhonete-bomba explodiu. Moradores da região do quartel da Guarda Civil disseram que o número de afetados não foi maior porque muitas pessoas estão de férias, já que é verão na Espanha.

Duas pessoas continuam internadas no Hospital Geral Yagüe de Burgos, uma com traumatismo craneoencefálico e outra com uma forte crise de ansiedade, informaram fontes do Serviço de Saúde do governo regional de Castela e Leão. A maioria dos ferimentos foi causada por cacos de vidros e entre os feridos estão várias mulheres grávidas e pelo menos seis crianças.

Por enquanto não se sabe a composição exata do material explosivo, embora as autoridades estejam considerando a possibilidade de que possa tratar-se de amonitol, um explosivo de efeito devastador utilizado pelo ETA em pelo menos quatro ocasiões, desde 2008. O grupo começou a experimentar este novo explosivo no final de 2007, depois do roubo de 2 mil litros de nitrometano na França, em outubro daquele ano.

Os terroristas pretendiam "fazer o maior dano possível", explicou o delegado do governo na comunidade autônoma de Castela e Leão, Miguel Alejo, que se deslocou ao local do crime, assim como o governador dessa região, Juan Vicente Herrera.


Atentado foi atribuído ao grupo separatista ETA / Reuters

O delegado do Governo informou que apareceram alguns restos do veículo utilizado como carro-bomba, aparentemente uma caminhonete, mas "ainda não se pode determinar que tipo de veículo é, porque está completamente destroçado e seus restos estão carbonizados".

A detonação foi de tal magnitude que destruiu a fachada de alguns dos imóveis da área e fez com que marquises e janelas ficassem penduradas. Os danos provocados a edifícios próximos foram tamanhos que provocaram a desocupação preventiva das construções. A polícia local abriu suas próprias instalações e um ginásio de esportes para alojar provisoriamente os moradores afetados.

Atentado foi atribuído ao ETA; assista:

* Com EFE e AFP

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